Messi anuncia saída da seleção argentina após 20 anos

Craque diz estar esgotado e abre caminho para nova geração na equipe

Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) que não defenderá mais a seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 afirmou que chegou ao fim de seu ciclo com a equipe nacional e que já não tem mais a oferecer em campo.

Foto: Reprodução
Messi deixa a seleção argentina após duas décadas de trajetória.

A decisão encerra uma trajetória de duas décadas com a seleção principal, marcada por títulos que transformaram a relação do jogador com a torcida argentina. Messi conquistou as Copas América de 2021 e 2024, a Copa do Mundo de 2022 e a Finalíssima de 2022, além de troféus pelas categorias de base.

Em uma mensagem publicada nas redes sociais, o jogador afirmou que a despedida é dolorosa, mas que entende ser o momento de encerrar essa etapa da carreira.

Messi também apontou a chegada de novos talentos como um dos motivos para deixar espaço na equipe. Segundo ele, há jogadores mais jovens que merecem assumir protagonismo com a camisa argentina.

Um ciclo marcado por títulos

A relação de Messi com a seleção foi construída ao longo de diferentes gerações e passou por momentos de forte cobrança antes da sequência de conquistas iniciada em 2021.

O título da Copa América daquele ano foi o primeiro troféu de grande porte conquistado pelo atacante com a equipe principal. No ano seguinte, a Argentina venceu a Itália na Finalíssima e, em dezembro, Messi liderou a seleção na conquista da Copa do Mundo no Catar.

A equipe voltou a conquistar a Copa América em 2024, consolidando um período de domínio argentino no futebol de seleções.

Ao anunciar a saída, Messi agradeceu aos torcedores, familiares, treinadores, companheiros e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória. O jogador afirmou que sentirá falta de acompanhar as partidas dentro de campo, mas continuará torcendo pela seleção.

Decisão foi amadurecida após a final

Messi revelou que a mensagem publicada nesta segunda-feira havia sido escrita em 21 de julho, dois dias depois da final que antecedeu o anúncio.

Ele afirmou ainda que a morte do pai reforçou sua convicção de deixar a equipe nacional.

Apesar da despedida, o atacante deixou uma mensagem de apoio à Argentina e disse que passará a acompanhar a seleção como torcedor. Ao final da publicação, agradeceu pela trajetória e reafirmou seu vínculo com o país.

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