Bruno Dantas deixa o TCU e abre caminho para indicação de Pacheco
Saída do ministro ocorre em meio a articulações no Senado por pautas do governo
O ministro Bruno Dantas formalizou nesta segunda-feira (31) a renúncia ao cargo no Tribunal de Contas da União (TCU). A saída abre uma vaga destinada a indicação do Senado e deve permitir que o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seja indicado para o posto, em meio a uma reaproximação política entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Dantas encaminhou o pedido de renúncia ao presidente do TCU, Vital do Rêgo. Ele deixa a Corte mais de 30 anos antes da idade prevista para aposentadoria compulsória e após mais de uma década como ministro.
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Em uma carta publicada nas redes sociais, Dantas afirmou que pretende se dedicar a novos projetos profissionais. Ele também destacou sua trajetória no serviço público, iniciada em 1998, e disse deixar o cargo com a sensação de ter cumprido os mandatos que recebeu.
A vaga ocupada por Dantas é reservada a uma indicação do Senado. A escolha do novo ministro cabe à própria Casa, sob condução de Alcolumbre.
Pacheco no radar
O nome de Rodrigo Pacheco é apontado como o principal candidato à vaga. A possível indicação faz parte de uma negociação política que envolve o governo federal e o comando do Senado.
Alcolumbre havia defendido anteriormente a indicação de Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A articulação, porém, perdeu espaço depois que Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o tribunal.
A indicação de Messias foi rejeitada pelo plenário do Senado, em uma votação considerada histórica, ampliando o desgaste entre Lula e Alcolumbre.
Nas últimas semanas, entretanto, os dois lados voltaram a se aproximar. O governo busca apoio no Congresso para aprovar propostas consideradas prioritárias, entre elas a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a medida provisória que elimina o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50.
Vaga no TCU em meio a negociações
A saída de Dantas ocorre, portanto, em um momento de intensa negociação entre o Executivo e o Senado.
A eventual indicação de Pacheco para o TCU ainda depende da formalização do nome por Alcolumbre e da tramitação prevista para a escolha de ministros da Corte.
O movimento também ocorre às vésperas de um ano eleitoral, período em que o governo pretende avançar em medidas de apelo popular no Congresso. A composição de forças no Senado ganha peso nas votações de propostas que podem ter impacto político e econômico em 2026.
Fonte: Correio Braziliense