Apesar do cenário político conturbado com a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e da proximidade do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o mercado financeiro reagiu com estabilidade nesta terça-feira (5). O dólar comercial fechou praticamente estável, vendido a R$ 5,506 — o menor valor desde 9 de julho — com leve recuo de 0,01%.
A bolsa de valores também teve um dia positivo. O índice Ibovespa, da B3, subiu 0,14% e fechou aos 133.151 pontos, impulsionado por ações de bancos e petroleiras. Essa foi a segunda alta seguida do mercado, que acumula valorização de 10,7% no ano.
O resultado foi influenciado tanto por fatores externos quanto internos. No exterior, a expectativa de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) reduza os juros a partir de setembro ajudou a enfraquecer o dólar globalmente. No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça, reforçou a tendência de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, o que atraiu capital especulativo ao país e valorizou o real.
Com isso, mesmo sob risco de retaliações econômicas por parte dos EUA, após as críticas do governo Trump ao Supremo Tribunal Federal, o mercado brasileiro manteve otimismo moderado e seguiu em alta.