O Piauí registrou em 2022 a menor taxa de ocupação no mercado de trabalho entre os estados brasileiros, segundo dados do IBGE divulgados pelo Censo Demográfico. Apenas 43% das pessoas com 14 anos ou mais estavam ocupadas, índice inferior ao da Paraíba (43,5%) e Maranhão (43,6%). No país, a taxa média foi de 53,5%, ou seja, 10,5 pontos percentuais acima da registrada no Piauí, que também ficou abaixo das maiores taxas, como as de Santa Catarina (63,5%), Distrito Federal (60,4%) e Mato Grosso (60,3%).
Os dados ainda revelam que a região Nordeste, onde o Piauí está localizado, registrou a segunda menor taxa de ocupação entre as cinco grandes regiões do país, com 45,5%. As regiões Sul e Centro-Oeste lideraram com 60,2% e 59,7%, respectivamente. No Piauí, a ocupação por gênero mostra que o índice entre mulheres foi de 34,51%, o segundo mais baixo do Brasil, enquanto entre homens ficou em 51,98%, o menor valor nacional para o sexo masculino.
A pesquisa também analisou a taxa de ocupação por raça e cor no Piauí, destacando que a população amarela obteve o maior índice, com 49,52%, seguida pela população preta (46,12%) e branca (44,74%). Já os grupos com menores níveis foram os pardos (41,73%) e indígenas (37,04%). Em relação à faixa etária, o maior índice de ocupação no estado foi registrado entre os 35 e 39 anos, com 60,88%, enquanto os mais jovens (14 a 17 anos) e idosos (acima de 60 anos) apresentaram os menores índices.
O IBGE define como ocupadas as pessoas que trabalharam pelo menos uma hora remunerada na semana de referência ou que estavam temporariamente afastadas do trabalho. Os dados do Piauí indicam desafios estruturais e econômicos para ampliar a inserção da população no mercado formal.