Em outubro, mês em que o Piauí comemora seus 203 anos de existência, o governo estadual comemoraa também a riqueza de sua culinária tradicional. Um recente artigo institucional destaca que pratos como Maria Isabel, paçoca de pilão, capote, cuscuz e panelada não são apenas iguarias à mesa, mas símbolos vivos da memória cultural piauiense. Através desses sabores, cada receita carrega narrativas de adaptação, criatividade e pertencimento, especialmente em um estado marcado por recursos simples, mas fortes expressões identitárias.
O prato Maria Isabel, que combina arroz, carne de sol e temperos locais, é exaltado como elemento central nas festas, almoços de domingo e eventos oficiais. O chef Igor Rocha, participante de eventos como o Salão do Turismo, destacou que a receita “representa a resiliência, a criatividade e a história do povo piauiense”. Já a paçoca de pilão, feita com carne de sol socada e farinha temperada, e o capote (ou galinha-d’angola) são pratos frequentemente revelados em encontros familiares.
Além desses, o cuscuz, presente no café da manhã ou no jantar, e a panelada, preparada com estômago, tripas e patas bovinas, são citados por moradores e comerciantes dos mercados de Teresina como portadores de sabor autêntico e história vivida. Dona Paixão, permissionária há mais de 40 anos no Mercado da Piçarra, comenta que gerações inteiras consomem essas tradições culinárias, passando adiante o gosto e o orgulho local.
Para valorizar e difundir essa herança gastronômica, o governo estadual, por meio da Secretaria do Turismo (SETUR), apoia iniciativas como o Festival Maria Isabel e a publicação do livro Sabor de Piauí, ambos com o intuito de registrar, divulgar e consolidar os pratos regionais como ativos culturais estratégicos. No evento de 2025, com o tema “Temperos do Nordeste”, chefs, produtores locais e visitantes degustaram os sabores piauienses por preço acessível, em uma celebração que também fortaleceu o turismo e a identidade local.