Horta comunitária na Vila Ferroviária gera renda e autossustento para famílias

Projeto social envolve 10 famílias e fortalece integração e sustentabilidade no bairro

Na Vila Ferroviária, bairro Ilhotas, um projeto de horta comunitária tem transformado a vida de 10 famílias diretamente envolvidas no plantio e cuidado dos canteiros. Localizada no terreno da Associação de Mulheres do bairro, a iniciativa promove o autossustento e a geração de renda, beneficiando não só os participantes, mas toda a comunidade ao redor. A produção inclui itens como milho, alface e cheiro-verde, que são consumidos pelas famílias e também comercializados, contribuindo para a melhoria da alimentação e economia local.

Foto: Reprodução | Divulgação

O projeto é realizado em parceria com o Escritório Modelo do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifacid Wyden, que oferece capacitação, apoio técnico e ações sociais para fortalecer a iniciativa. Alunos e professores colaboram na melhoria da infraestrutura da horta, como a reforma dos muros e organização do terreno, além de promover oficinas sobre compostagem, sustentabilidade e práticas integrativas. Essas atividades ampliam o conhecimento dos moradores e incentivam a responsabilidade coletiva.

Foto: Reprodução | Divulgação

Para Francisca das Chagas, vice-presidente da Associação de Mulheres do bairro, a horta comunitária representa mais do que produção agrícola: é um espaço de convivência, aprendizado e fortalecimento dos laços sociais. Ela destaca que, apesar de o terreno já ter sido usado para o mesmo fim há dez anos, o projeto atual ganhou novo fôlego com o apoio da Unifacid, que trouxe novas pessoas e renovou o compromisso da comunidade com a iniciativa. “O senso de coletividade e responsabilidade cresce a cada dia”, afirma.

Isabella Fernanda, aluna do 4º período de Arquitetura e Urbanismo, ressalta que o projeto também é uma oportunidade de aprendizado profissional e humanização. “Fizemos ajustes estruturais e promovemos palestras que ajudaram no desenvolvimento rápido da horta. Trabalhar diretamente com as pessoas envolvidas fortalece nossa visão sobre as demandas reais da comunidade”, explica. 

Leia também