Relatório da ONU confirma que Brasil permanece fora do Mapa da Fome em 2026

País mantém índice abaixo do limite da FAO, mas especialistas defendem ações contínuas

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (SOFI), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O levantamento considera os dados do triênio 2023-2025 e aponta que o país manteve a proporção da população em situação de subnutrição abaixo de 2,5%, percentual utilizado internacionalmente como critério para que uma nação permaneça fora do mapa. A divulgação reforça a continuidade da melhora nos indicadores brasileiros de segurança alimentar.

Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

O resultado confirma a permanência do Brasil na condição alcançada em 2025, quando voltou a deixar o Mapa da Fome pela segunda vez na história. Apesar do avanço, o relatório destaca que ainda existem desafios relacionados ao acesso regular à alimentação adequada para parte da população. A redução da insegurança alimentar severa e a manutenção dos indicadores dependem da continuidade de políticas públicas voltadas à geração de renda, inclusão social, agricultura familiar e acesso à alimentação.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil ressaltam que permanecer fora do Mapa da Fome representa um avanço importante, mas não significa o fim da insegurança alimentar no país. Eles defendem a manutenção de programas permanentes nas áreas de emprego, educação, saúde e assistência social para evitar retrocessos e ampliar o acesso da população à alimentação de qualidade. O relatório também mostra que a fome continua sendo um desafio em diversas regiões do mundo, especialmente na África e em partes da Ásia.

Os dados foram apresentados durante a 30ª Sessão do Comitê de Agricultura da FAO, realizada em Roma, na Itália. O governo federal comemorou o resultado e destacou que a permanência do Brasil fora do Mapa da Fome demonstra a efetividade das políticas de combate à pobreza e à insegurança alimentar. Ainda assim, organismos internacionais reforçam que o desafio agora é consolidar os avanços, reduzindo as desigualdades e garantindo que a população continue tendo acesso suficiente a alimentos nutritivos e de qualidade. 

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