Bitcoin supera US$ 85 mil e atinge maior nível desde janeiro

Fluxo para ETFs e queda do petróleo ajudam a sustentar o movimento do mercado.

Por Viviane Setragni,

O Bitcoin superou a marca de US$ 85 mil nesta segunda-feira (21) e atingiu o maior valor desde janeiro. A principal criptomoeda do mercado ampliou a recuperação registrada nas últimas semanas, embora tenha devolvido parte dos ganhos ao longo da manhã e voltado para a faixa entre US$ 83 mil e US$ 84 mil.

Foto: UnsplashOK

A movimentação foi acompanhada por uma forte liquidação de posições vendidas. Dados da CoinGlass, repercutidos por portais especializados, apontam que cerca de US$ 650 milhões em apostas na queda das criptomoedas foram encerrados nas últimas 24 horas.

Quando uma posição vendida é liquidada, o investidor precisa recomprar o ativo para encerrar a operação. Esse movimento pode elevar a demanda e contribuir para uma alta ainda maior dos preços, em um fenômeno conhecido no mercado como short squeeze.

O avanço do Bitcoin também ocorre após a criptomoeda fechar a última semana acima de sua média móvel de 50 semanas. Esse indicador é acompanhado por analistas como uma referência para avaliar tendências de prazo mais longo.

O fechamento acima desse nível ocorreu pela primeira vez em 45 semanas. A última vez que o Bitcoin havia encerrado uma semana acima da média móvel de 50 semanas tinha sido em novembro de 2025.

Nos últimos 35 dias, o Bitcoin acumula valorização de aproximadamente 29%. Mesmo com a recuperação recente, a criptomoeda ainda está abaixo do recorde histórico de cerca de US$ 126 mil, alcançado em outubro de 2025.

A permanência acima da média móvel será acompanhada pelo mercado nas próximas semanas. O rompimento de um indicador técnico não garante, por si só, a continuidade de uma trajetória de alta.

O ambiente internacional também contribuiu para o movimento desta segunda-feira. O petróleo Brent registrou a quarta sessão consecutiva de queda, enquanto os contratos futuros dos principais índices acionários dos Estados Unidos avançaram.

A redução dos preços do petróleo diminui parte das preocupações relacionadas à inflação e pode favorecer ativos considerados de maior risco, como as criptomoedas.

Outro fator acompanhado pelos investidores é a retomada dos fluxos para os fundos negociados em bolsa, conhecidos como ETFs, que acompanham o preço do Bitcoin nos Estados Unidos.

Na sexta-feira (18), os ETFs à vista de Bitcoin registraram entrada de US$ 433 milhões. O resultado interrompeu uma sequência de fortes saídas observada nos dois pregões anteriores.

Fonte: Times Brasil

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