Setor têxtil pede retomada da taxa das blusinhas após tarifaço dos EUA

Empresas dizem que medida reduziria a concorrência com produtos importados.

Representantes da indústria têxtil defenderam a retomada da chamada taxa das blusinhas após a entrada em vigor do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o setor, a combinação entre as tarifas americanas e a suspensão da cobrança sobre compras internacionais amplia a pressão sobre a competitividade da produção nacional.

Foto: CNI/José Paulo Lacerda
Indústria têxtil defende retomada da tributação sobre compras internacionais.

O apelo foi feito ao governo federal após a suspensão da alíquota de 20% sobre compras de até US$ 50 em plataformas internacionais, medida adotada por meio de medida provisória publicada em maio deste ano.

Na avaliação dos empresários, o fim da cobrança incentivou o consumo de produtos importados, reduzindo a competitividade da indústria brasileira em um momento de maior instabilidade para o comércio exterior.

Diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel afirmou que o setor já solicitou ao governo o restabelecimento da taxa. Segundo ele, as empresas também articulam no Congresso Nacional para impedir o avanço da medida provisória que suspendeu a cobrança.

Para a entidade, o novo tarifaço dos Estados Unidos agrava um cenário já desfavorável para a indústria nacional, que enfrenta concorrência crescente de produtos importados e custos adicionais para exportar ao mercado americano.

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