As atividades econômicas associadas ao iFood movimentaram R$ 167 bilhões no Brasil em 2025, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgado nesta terça-feira (25). O montante representa crescimento de 19% em relação ao ano anterior e correspondeu a 0,70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O levantamento considera não apenas as transações realizadas dentro da plataforma, mas também os efeitos gerados ao longo da cadeia de produção e entrega dos pedidos. Entram nessa conta restaurantes, fornecedores de alimentos, fabricantes de embalagens, transportadores e outros segmentos relacionados à atividade.
De acordo com a pesquisa, o valor movimentado pelas atividades ligadas à plataforma em 2025 foi superior ao PIB individual estimado de seis estados: Rondônia, Tocantins, Sergipe, Acre, Amapá e Roraima.
O estudo também aponta uma expansão acelerada desde 2020. Nesse intervalo, o valor movimentado pela cadeia cresceu 175%, ritmo 2,5 vezes maior que o avanço do PIB brasileiro no mesmo período.
Para João Sabino, vice-presidente de Políticas Públicas do iFood, o impacto econômico da plataforma se estende por diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a produção de alimentos até a entrega ao consumidor.
A diretora de Políticas Públicas e Economia do iFood, Débora Gershon, afirmou que a participação estimada da atividade no PIB brasileiro passou de menos de 0,5% para o patamar atual em cerca de cinco anos.
Efeito sobre a cadeia produtiva
A pesquisa da Fipe também calculou o efeito multiplicador das compras realizadas por meio da plataforma. Segundo a metodologia apresentada, para cada R$ 1.000 gastos em estabelecimentos pelo iFood, outros R$ 1.399 são gerados na economia em razão dos impactos sobre os demais segmentos envolvidos na cadeia.
O estudo estima ainda R$ 1.114 adicionais em arrecadação tributária associados a essa movimentação.
O cálculo considera efeitos diretos, indiretos e induzidos. Uma compra de comida, por exemplo, demanda ingredientes, embalagens, combustível e transporte, além de gerar renda para trabalhadores que participam das diferentes etapas do processo.
Empregos
O número de postos de trabalho relacionados à cadeia do iFood também aumentou em 2025. A Fipe estima 1,18 milhão de empregos diretos e indiretos associados à atividade, alta superior a 10% na comparação com o ano anterior.
O volume representa mais de 1% da população ocupada no país, segundo os dados utilizados no levantamento.
A expansão da cadeia mostra que o impacto econômico atribuído à plataforma vai além do setor de entregas e alcança atividades de produção, comércio, serviços, logística e fornecimento de insumos.