O Dia Mundial do Veganismo, celebrado em 1º de novembro, chama atenção para um estilo de vida que vem ganhando força no Brasil. Segundo pesquisa do Datafolha em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), cerca de 7% dos brasileiros se consideram veganos, e 74% afirmam que poderiam parar de consumir carne. A data convida à reflexão sobre os impactos ambientais, éticos e de saúde relacionados à alimentação baseada em plantas e ao consumo consciente.
A endocrinologista Natália Brito, do IDOMED, explica que é possível adotar uma dieta vegana sem prejuízos à saúde, desde que o processo seja feito com acompanhamento nutricional. Natálida destacada que a transição deve ser gradual e orientada, com atenção à reposição de vitaminas e minerais, principalmente a B12, o cálcio e a vitamina D. Segundo ela, o acompanhamento especializado ajuda a evitar deficiências nutricionais e a garantir uma adaptação equilibrada do organismo.
Entre os benefícios do veganismo, estão a redução do risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, além do controle da diabetes, colesterol e pressão arterial. A professora de Gastronomia da Unifacid Wyden, Marilene Magalhães, explica que é possível substituir a carne com alimentos ricos em proteínas vegetais, como feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e castanhas, sem perder a qualidade nutricional das refeições.
Marilene também desmistifica a ideia de que a comida vegana é sem sabor. “O uso de ervas, especiarias e técnicas como a defumação natural torna os pratos atrativos e complexos. Dietas à base de plantas são ricas em fibras, antioxidantes, vitaminas e fitoquímicos”, afirma. Para ela, além de promover o bem-estar, as dietas à base de plantas são uma forma de cuidar do planeta e de incentivar uma relação mais sustentável e ética com os alimentos.