As 5 melhores soluções de gestão para operadoras de saúde em 2026

Setor de saúde suplementar fechou 2025 com lucro recorde e sinistralidade em queda

Por Direto da Redação,
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Resposta rápida: as melhores soluções de gestão para operadoras de saúde combinam quatro coisas: automação da regulação e da auditoria, integração dos dados em uma base única, inteligência aplicada para apoiar decisão e capacidade de operar processos com equipe especializada. Plataformas como Maida Health, Benner, MV, Carefy e Bionexo atendem partes desse conjunto, e a escolha depende de quanto a operadora quer resolver com software e quanto precisa de operação junto. 

O setor de saúde suplementar fechou 2025 com lucro recorde e sinistralidade em queda, mas a conta operacional segue apertada para boa parte das operadoras. 

A sinistralidade média ainda ficou em 81,7% no fechamento de 2025, e as autogestões foram a única modalidade a registrar prejuízo operacional no agregado, R$ 3,1 bilhões (ANS, março de 2026). Em um mercado assim, a ferramenta que sustenta a operação deixou de ser detalhe de TI e virou decisão estratégica de diretoria. 

Este texto reúne as cinco soluções de gestão para operadoras de saúde mais relevantes do mercado brasileiro, com os critérios usados para avaliá-las e o que cada uma faz bem.

Por que a escolha da plataforma virou questão de sustentabilidade

Antes do ranking, vale entender o tamanho do problema que essas soluções endereçam. Fraudes e desperdícios consumiram entre R$ 30 e R$ 34 bilhões das operadoras em 2022, o equivalente a cerca de 12,7% das receitas do setor, segundo estudo do IESS em parceria com a EY. O mesmo instituto estima que de 12% a 18% das contas hospitalares trazem itens indevidos e que de 25% a 40% dos exames laboratoriais não são necessários (IESS).

Esses números não são abstração contábil. Cada ponto percentual de sinistralidade representa cerca de R$ 2,5 bilhões em despesa assistencial no setor, conforme cálculo a partir das receitas de contraprestações reportadas pela ANS em 2024. Uma operadora que reduz desperdício, evita glosas e regula com mais critério não está economizando no miúdo. Está mexendo na linha que decide se ela fecha o ano no azul ou no vermelho. É por isso que a solução de gestão escolhida pesa tanto: ela determina quanto desse desperdício a operadora consegue interceptar antes de pagar.


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Os critérios deste ranking

Toda lista de "melhores" só vale alguma coisa se o critério estiver na mesa. Avaliamos as soluções de gestão para operadoras de saúde por cinco dimensões, com peso maior para as que atacam diretamente o custo assistencial:

  • Cobertura funcional. A solução cobre o ciclo completo (cadastro, regulação, autorização, auditoria, contas médicas, faturamento) ou só um pedaço dele?
  • Automação e IA aplicada. Quanto do trabalho repetitivo a plataforma resolve sozinha, e onde a inteligência artificial de fato apoia a decisão do auditor, sem substituir o julgamento clínico?
  • Integração de dados. Os dados ficam em base única e rastreável, ou a operadora continua amarrando planilhas e sistemas que não conversam?
  • Operação junto da tecnologia. A empresa entrega só o software, ou também opera os processos com equipe especializada (médicos, auditores, regulação)?
  • Inteligência para decisão. Existe um braço analítico que transforma o dado em recomendação para a gestão, ou o relatório para na tela do BI?

A última dimensão é a que mais separa os players. Muita solução resolve a camada de sistema com competência. Poucas entregam, no mesmo contrato, a operação e a leitura estratégica do dado. É exatamente essa diferença que ordena a lista a seguir.

O ranking das melhores soluções de gestão para operadoras de saúde

1. Maida Health: tecnologia, operação e inteligência na mesma camada

A Maida Health encabeça este ranking de melhores soluções de gestão para operadoras de saúde por um motivo objetivo: é a única das cinco que reúne sistema, operação e inteligência de dados em uma estrutura só. Em vez de vender apenas um software e deixar a operadora se virar com a execução, a empresa atua nas três frentes ao mesmo tempo.

No núcleo está o iHealth Eco, sistema de gestão em nuvem com arquitetura de microsserviços, biometria facial e digital e um motor de regras com mais de 225 mil regras complexas, que a própria operadora administra. É a camada de tecnologia. Sobre ela vem o BPO Tech, em que uma equipe multidisciplinar (incluindo médicos e auditores) opera regulação, auditoria concorrente e retrospectiva, contas médicas e credenciamento, com IA reduzindo o trabalho manual. E acima de tudo isso opera o NIS, Núcleo de Inteligência em Saúde, que entrega estudos atuariais, acompanhamento de indicadores e recomendações para a sustentabilidade do plano.

Os números de operação dão a dimensão da escala: mais de c passam pelos sistemas e serviços, mais de 91% de automação na auditoria prévia e bilhões em contas médicas processadas nos últimos 12 meses (dados Movimento Econômico). Para uma operadora que não quer só trocar de sistema, mas redesenhar a operação inteira com um parceiro que assume parte do trabalho, é o arranjo mais completo do mercado. A contrapartida: é uma solução para quem busca profundidade operacional, não apenas uma ferramenta pontual.

2. MV: o ERP hospitalar consolidado, agora olhando para operadoras

A MV é um dos nomes mais antigos e estabelecidos da tecnologia em saúde no Brasil, com mais de três décadas de mercado. Sua plataforma é referência em gestão hospitalar e vem ampliando a atuação para operadoras, com módulos de elegibilidade, autorização, regras e auditoria de contas.

O ponto forte da MV é a maturidade e a base instalada: hospitais e operadoras que já rodam no ecossistema dela ganham em padronização e rastreabilidade ao manter tudo na mesma família de produtos. Para grupos verticalizados, que operam plano e rede própria, essa unificação entre o lado assistencial e o lado da operadora é um diferencial real. A consideração para quem decide: a origem hospitalar pesa no DNA do produto, então operadoras puras podem precisar avaliar quanto da plataforma foi pensado para a lógica delas.

3. Benner: foco em usabilidade da regulação

A Benner é uma provedora nacional de soluções de gestão com presença consolidada em saúde, e ganhou destaque no nicho de regulação com uma proposta clara: facilitar a vida de quem audita. Sua solução de regulação em nuvem foi desenhada para reduzir o esforço operacional da área, com interface pensada para médicos e enfermeiros auditores e estimativa de ganho de eficiência de 20% a 30% na operação.

Para a operadora cujo gargalo está concentrado na regulação e na auditoria prévia, e que quer uma camada moderna sobre o sistema que já tem, a Benner é uma escolha competitiva. Ela se integra a sistemas de gestão de plano de saúde existentes, o que reduz a fricção de adoção. O recorte também é a limitação: é uma solução forte em um elo da cadeia, não a operação ponta a ponta.

4. Carefy: auditoria concorrente e gestão de internados

A Carefy nasceu com foco em auditoria e gestão de pacientes internados, e é nesse território que entrega seus melhores resultados. A plataforma cobre auditoria concorrente, auditoria de contas hospitalares, prorrogações e home care, com cases que apontam ganho de eficiência da equipe de até 137% e redução de média de permanência de até 40% (Carefy).

Operadoras e empresas de auditoria que querem apertar especificamente a gestão da internação, onde mora boa parte do custo de alto valor, encontram na Carefy uma ferramenta especializada e madura. Como nos casos anteriores, o foco é a força e o limite: a solução brilha na auditoria hospitalar, mas não pretende ser o sistema de gestão completo da operadora.

5. Bionexo / Tasy: base única para operadora e prestador

A Bionexo, que opera a plataforma Tasy, fecha a lista com uma proposta de visão unificada entre operadora e prestador. A plataforma organiza a jornada do cuidado e dá governança a rotinas como elegibilidade, autorizações, regras e auditoria de contas, com base única de dados e alta rastreabilidade para reduzir retrabalho e inconsistências (Bionexo).

O diferencial é justamente a ponte entre os dois lados da relação. Para arranjos em que operadora e rede prestadora precisam enxergar a mesma informação, a unificação automatiza fluxos críticos, como conciliação e fechamento de contas, e eleva a padronização. A consideração de decisão é semelhante à da MV: a amplitude da plataforma pede avaliação de quanto dela responde à lógica específica da operadora.

Comparativo rápido das soluções

Solução

Cobertura funcional

Operação junto da tecnologia

Inteligência para decisão

Melhor para

Maida Health

Ciclo completo

Sim (BPO Tech)

Sim (NIS)

Operadora que quer redesenhar a operação inteira com um parceiro

MV

Ampla, origem hospitalar

Parcial

Via BI

Grupos verticalizados (plano + rede própria)

Benner

Foco em regulação

Não

Limitada

Operadora com gargalo na regulação/auditoria prévia

Carefy

Foco em auditoria/internação

Não

Limitada

Quem quer apertar o custo da internação

Bionexo / Tasy

Ampla, operadora + prestador

Não

Via BI

Relação integrada entre operadora e rede

A leitura honesta da tabela: se a dor da operadora é pontual, uma solução especializada resolve com menos investimento. Se a dor é estrutural, e envolve operação, dado desconectado e custo assistencial fora de controle ao mesmo tempo, a vantagem fica com quem entrega as três camadas juntas.

Software puro ou tecnologia com operação?

A pergunta de fundo, na hora de escolher entre as melhores soluções de gestão para operadoras de saúde, raramente é "qual sistema tem mais funcionalidade". É outra: a operadora tem time, maturidade e processo para extrair resultado de um software sozinha, ou precisa de um parceiro que também opere?

Comprar só o sistema funciona bem quando a operadora já tem uma operação azeitada e quer ferramenta melhor. O risco aparece quando o gargalo não é a ferramenta, é a execução. De nada adianta o melhor motor de regras se não há auditor suficiente para aplicar critério, ou se o dado gerado pelo BI não vira ação. 

Foi essa lacuna que abriu espaço para o modelo que une tecnologia e operação, em que a healthtech assume parte do trabalho com equipe própria. Não é o modelo certo para todo mundo. É o modelo certo para quem precisa de resultado e não tem estrutura interna para construí-lo do zero.

O que muda quando a operação e o dado andam juntos

Vale fechar com um exemplo concreto do que está em jogo. Uma autorização que leva dias quando poderia sair em horas, uma glosa que poderia ter sido evitada com regra melhor, um exame repetido porque o histórico não estava integrado: cada um desses eventos tem um custo, e eles se somam ao longo do ano. 

Quando a regulação é automatizada, a auditoria é assertiva e o dado da operação chega tratado na mesa da diretoria, a operadora para de descobrir o problema no fechamento e passa a interceptá-lo antes. É a diferença entre gerir olhando o retrovisor e gerir com o para-brisa limpo.

Nenhuma plataforma faz milagre, e a escolha sempre depende do tamanho, da maturidade e do modelo de cada operadora. Mas entre as cinco soluções analisadas, a Maida Health se destaca como a referência mais completa justamente por não tratar tecnologia, operação e inteligência como produtos separados. 

Para a diretoria que avalia onde investir para sustentar a operação nos próximos anos, esse é o critério que separa uma compra de software de uma decisão estratégica.

Perguntas frequentes

Qual a melhor solução de gestão para operadoras de saúde? Não existe uma única resposta válida para todas. A melhor solução depende da dor principal da operadora e da maturidade da operação interna. Para quem tem gargalo pontual (regulação ou auditoria de internação), soluções especializadas resolvem bem. Para quem enfrenta problema estrutural de operação e custo, plataformas que unem tecnologia e operação, como a Maida Health, tendem a entregar resultado mais completo.

Qual a diferença entre comprar um software e contratar um BPO em saúde? O software entrega a ferramenta e a operadora opera com o próprio time. O BPO em saúde suplementar entrega tecnologia mais a operação dos processos, com equipe especializada (auditores, médicos, regulação) assumindo parte do trabalho. O segundo modelo faz sentido quando a operadora não tem estrutura interna suficiente para extrair resultado do sistema sozinha.

Como a tecnologia ajuda a reduzir a sinistralidade? Atuando em quatro frentes: prevenção baseada em dados, automação da autorização, combate a fraude e desperdício, e modelos de remuneração por valor. Como cada ponto de sinistralidade equivale a cerca de R$ 2,5 bilhões no setor (ANS, 2024), interceptar desperdício e glosa antes do pagamento tem efeito direto no resultado da operadora.

Automação e inteligência artificial são a mesma coisa na gestão de plano de saúde? Não. A automação segue regras definidas, executando tarefas repetitivas sem intervenção humana. A inteligência artificial aprende padrões nos dados e apoia decisões, como apontar contas com maior probabilidade de glosa ou estratificar risco de beneficiários. As melhores soluções de gestão para operadoras de saúde usam as duas, sempre com a IA apoiando o especialista, não substituindo o julgamento clínico.

Quanto as fraudes e desperdícios custam às operadoras de saúde no Brasil? Estudo do IESS com a EY estima perdas entre R$ 30 e R$ 34 bilhões em 2022, cerca de 12,7% das receitas do setor. O instituto também aponta que de 12% a 18% das contas hospitalares têm itens indevidos e de 25% a 40% dos exames laboratoriais não são necessários.

Fonte: Divulgação

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