O Brasil ganhou projeção internacional rumo ao Oscar 2026 ao emplacar quatro produções na lista de pré-selecionados da Academia, evidenciando a força de narrativas indígenas, nipo-brasileiras e políticas que ampliam o alcance e a diversidade do audiovisual nacional.
Entre os destaques está O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que apareceu na shortlist em duas categorias: Melhor Elenco, categoria inédita que reconhece diretores de elenco, e Melhor Filme Internacional. Além dele, outros três títulos brasileiros figuram entre os pré-selecionados em categorias de documentário e curta-metragem, consolidando um momento de forte visibilidade do cinema nacional no exterior.
Na categoria de Melhor Documentário, Apocalipse nos Trópicos, da cineasta Petra Costa, marca a segunda aparição da diretora em listas do Oscar, após Democracia em Vertigem, em 2020. Disponível na Netflix, o filme analisa as relações entre política e religião no Brasil, destacando a influência do movimento evangélico no cenário político recente.
A produção indígena Yanuni aparece entre os pré-selecionados a Melhor Documentário em Curta-Metragem. O filme acompanha a liderança indígena Juma Xipaia, cacica da aldeia Kaarimãe, no Pará, em sua luta contra o avanço do garimpo e da mineração em terras indígenas. Dirigido por Richard Ladkani e produzido por Leonardo DiCaprio, o curta reforça o protagonismo indígena tanto na frente quanto nos bastidores da obra.
Já na categoria de Melhor Curta-Metragem, o Brasil é representado por Amarela, do diretor nipo-brasileiro André Hayato Saito. O filme aborda identidade, racismo e pertencimento a partir da vivência de uma adolescente durante a final da Copa do Mundo de 1998, trazendo à tona experiências pouco representadas no cinema nacional.
A presença dos quatro filmes na pré-lista do Oscar 2026 sinaliza um momento de afirmação do cinema brasileiro, que leva ao cenário internacional histórias diversas, sensíveis e conectadas a debates sociais.