Senado inicia debate sobre PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1

Audiência reúne governo, centrais sindicais e especialistas para discutir a proposta

Por Dominic Ferreira,

O Senado Federal deu início nesta quarta-feira (1º) às discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A sessão temática reúne representantes do governo federal, centrais sindicais, especialistas, parlamentares e autores da proposta para debater os impactos sociais, econômicos e produtivos da mudança na jornada de trabalho. O encontro marca o início da análise da matéria na Casa após sua aprovação pela Câmara dos Deputados. 

Foto: Ascom Davi Alcolumbre/DivulgaçãoDavi Alcolumbre
Davi Alcolumbre

A audiência foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendeu a realização de um amplo debate antes do avanço da proposta nas comissões. A intenção é ouvir diferentes segmentos da sociedade para avaliar os possíveis efeitos da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo dois dias de descanso e sem redução salarial. A PEC ainda deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, pelo plenário do Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos. 

Durante a sessão, representantes dos trabalhadores defendem que a mudança pode proporcionar melhor qualidade de vida, redução do desgaste físico e mental e aumento da produtividade. Já representantes do setor empresarial demonstram preocupação com os impactos financeiros da proposta, especialmente para empresas de segmentos que dependem de escalas contínuas de trabalho. O objetivo da audiência é justamente reunir argumentos técnicos que possam subsidiar a tramitação da PEC e eventuais ajustes no texto. 

A discussão sobre o fim da escala 6x1 tornou-se um dos principais temas da agenda trabalhista no Congresso Nacional em 2026. Após a realização da audiência pública, caberá ao Senado definir o ritmo de tramitação da proposta, que ainda passará por análise nas comissões antes de seguir para votação em plenário. 

Fonte: Infomoney

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