Príncipe Andrew deixa mansão em Windsor após novas revelações sobre caso Epstein

Embora Andrew negue qualquer envolvimento nos crimes de Epstein, documentos apontam que ele manteve contato frequente com o empresário

O príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles III, deixou a mansão onde vivia na propriedade real de Windsor após a divulgação de novos documentos que reforçam sua ligação com o financista Jeffrey Epstein, envolvido em crimes sexuais. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (4) por fontes ligadas à família real britânica.

Foto: Toby Melville
Príncipe Andrew

Segundo a imprensa do Reino Unido, Andrew, de 65 anos, deixou discretamente o Royal Lodge na segunda-feira (2) e passou a morar em uma residência em Sandringham, propriedade da Coroa em Norfolk, no leste da Inglaterra.

A mudança ocorre em meio à repercussão de arquivos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que levaram a Polícia do Vale do Tâmisa a analisar novas denúncias relacionadas ao ex-príncipe.

Embora Andrew negue qualquer envolvimento nos crimes de Epstein, documentos apontam que ele manteve contato frequente com o empresário por mais de dois anos após a condenação do americano, em 2008.

Afastado da vida pública desde 2019, o príncipe perdeu funções oficiais após vir à tona sua relação com Epstein. Em 2022, firmou um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual quando era menor de idade.

No ano passado, o rei Charles III retirou títulos e privilégios de Andrew e determinou sua saída de residências oficiais, em uma tentativa de reduzir os impactos do escândalo sobre a monarquia.

Segundo uma fonte ouvida pelo jornal The Sun, a decisão de deixar Windsor foi motivada pelo desgaste provocado pelas novas revelações. “Ele entendeu que era o momento de sair”, afirmou.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu recentemente que Andrew preste depoimento às autoridades dos Estados Unidos sobre o caso.

Leia também