Emprego formal desacelera e Brasil tem menor saldo de vagas do ano

País criou 73 mil postos em maio, no pior resultado para o mês desde a pandemia.

Por Redação Portal AZ,

O Brasil gerou 72.960 empregos com carteira assinada em maio, o menor saldo mensal de 2026 e o pior desempenho para o mês desde o início da pandemia. Os dados do Novo Caged, divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram desaceleração na criação de vagas, apesar do saldo positivo em todos os setores da economia.

Foto: ReproduçãoServiços lideraram a criação de empregos, mas saldo de maio foi o menor do ano no país.
Serviços lideraram a criação de empregos, mas saldo de maio foi o menor do ano no país.

O mercado formal de trabalho registrou a abertura de 72.960 vagas em maio, resultado de 2,2 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. O saldo representa o desempenho mais fraco de 2026 e o menor para um mês de maio desde 2020, quando a pandemia provocou o fechamento de quase 400 mil postos de trabalho.

Na comparação com maio do ano passado, a desaceleração é significativa. Em 2025, o país havia criado 153.108 empregos formais no período, mais que o dobro do resultado registrado neste ano.

O setor de serviços liderou a geração de vagas, com 45.655 novos postos, impulsionado principalmente pelas áreas de saúde, serviços sociais, atividades administrativas e transporte. A construção civil ficou em segundo lugar, com 12.096 empregos, seguida pela agropecuária, que abriu 10.205 vagas, beneficiada pelo período de colheita do café.

A indústria encerrou o mês com saldo positivo de 4.974 postos, enquanto o comércio apresentou praticamente estabilidade, com apenas 40 vagas criadas. O desempenho do setor foi afetado pelo fechamento de postos no varejo, que praticamente anulou o resultado positivo das demais atividades comerciais.

Regionalmente, São Paulo liderou a geração de empregos, com 18.224 vagas, seguido por Espírito Santo e Rio de Janeiro. Já Rio Grande do Sul, Goiás e Tocantins registraram os maiores saldos negativos no mês.

Outro dado que chamou atenção foi a participação dos vínculos considerados não típicos, como contratos temporários, intermitentes, de aprendizagem e jornadas reduzidas. Essas modalidades responderam por quase 46% das vagas criadas em maio.

No acumulado de janeiro a maio, o Brasil soma 767.326 empregos formais, abaixo do desempenho registrado no mesmo período dos últimos cinco anos. O estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 47,9 milhões.

O salário médio de admissão foi de R$ 2.384,10 em maio. O valor representa queda de 0,75% em relação ao mês anterior, mas permanece 1,5% acima do registrado no mesmo período de 2025, já descontada a inflação.

Fonte: SBT News

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