Piauí tem 5ª maior informalidade do país, aponta IBGE
Taxa caiu para 49,5% no 2º trimestre, mas estado ainda está entre os líderes em trabalho informal
O Piauí registrou a quinta maior taxa de informalidade do mercado de trabalho entre os estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. O índice ficou em 49,5%, uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 50,2%.
Apesar de permanecer entre os estados com maior proporção de trabalhadores informais, o resultado representa um marco para o Piauí. Pela primeira vez desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, a taxa ficou abaixo de 50%.
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O estado aparece atrás apenas de Maranhão, com 56,9%; Pará, com 55,9%; Amazonas, com 51,7%; e Bahia, com 50,7%.
Na outra ponta, Santa Catarina apresentou a menor taxa de informalidade do país, com 25,4%, seguida pelo Distrito Federal, com 28,7%, e Mato Grosso do Sul, com 29,2%. A média nacional foi de 37,4%.
A informalidade considera trabalhadores sem vínculo formal de emprego, incluindo aqueles que não possuem carteira assinada. No Piauí, o indicador mantém uma trajetória de queda desde o quarto trimestre de 2020, quando chegou a 59,3%.
Desocupação permanece em 8,3%
O Piauí também apresentou uma das maiores taxas de desocupação do país no segundo trimestre. O índice ficou em 8,3%, mesmo percentual registrado nos três primeiros meses do ano.
Com o resultado, o estado teve a quarta maior taxa de desocupação entre as unidades da Federação. Amapá liderou, com 9,8%, seguido por Bahia, com 9,1%, e Pernambuco, que também registrou 8,3%.
As menores taxas foram observadas em Santa Catarina, com 2,1%; Mato Grosso, com 2,2%; e Espírito Santo, com 2,3%.
No Brasil, a taxa de desocupação caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre de 2026. O resultado foi o segundo menor da série histórica, atrás apenas dos 5,1% registrados no quarto trimestre de 2025.
Fonte: Portal AZ