Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 1.943; 50 mil seguem desaparecidos

Equipes entram no sexto dia de buscas enquanto chances de encontrar sobreviventes diminuem.

Por Redação Portal AZ,

O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.943, segundo balanço divulgado pelo governo nesta terça-feira (30). A tragédia também deixou mais de 10,5 mil feridos, enquanto uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas.

Foto: Miguel Medina/Pool/AFPEquipes de resgate seguem as buscas por desaparecidos entre os escombros na Venezuela.
Equipes de resgate seguem as buscas por desaparecidos entre os escombros na Venezuela.

As equipes de resgate seguem mobilizadas no sexto dia de buscas por vítimas dos terremotos que devastaram a região norte da Venezuela. O novo balanço oficial aponta 1.943 mortes e 10.571 pessoas feridas, além de 6.461 sobreviventes retirados com vida dos escombros.

Apesar dos resgates, a preocupação aumenta com o passar dos dias. Especialistas em resposta a desastres afirmam que as primeiras 72 horas após um terremoto concentram as maiores chances de localizar sobreviventes. Com o avanço do tempo, as operações tendem a se voltar principalmente para a recuperação de corpos.

Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 50 mil pessoas ainda permanecem desaparecidas. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que mais de 6 milhões de pessoas tenham sido afetadas pela tragédia.

Os terremotos ocorreram na noite da última quarta-feira (24) e atingiram principalmente a região de La Guaira e a capital Caracas. Considerados os tremores mais intensos registrados no país em mais de um século, os abalos provocaram o desabamento de edifícios, danos à infraestrutura e interrupções em serviços essenciais.

Enquanto as buscas continuam, socorristas enfrentam dificuldades provocadas pelo calor, pelo grande volume de destroços e pelas condições do terreno. Moradores também relataram que os primeiros atendimentos dependeram, em grande parte, da atuação de voluntários antes da chegada das equipes internacionais de resgate.

A atividade sísmica na região ainda preocupa as autoridades. Desde a tragédia, novos tremores foram registrados, incluindo um abalo de magnitude 4,6 na segunda-feira (29), além de outros registrados nos dias anteriores, mantendo o alerta para possíveis réplicas.

Fonte: Com informações do G1

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