Na última Copa do Mundo, Virgínia Fonseca chamou atenção ao lado de Vini Jr. ao apostar em acessórios de luxo da Chanel com as cores do Brasil. Entre as peças, uma bolsa avaliada em R$ 41 mil se destacou, compondo um visual que rapidamente ganhou as redes sociais.
A tendência de misturar referências esportivas e símbolos nacionais com a moda de alto luxo ganha força. O mercado, antes focado em uma estética neutra, agora explora cores vibrantes e elementos culturais, especialmente nas coleções voltadas para verão e luxury leisure. Essa mudança é visível nas apostas da Chanel, que em sua coleção Coco Beach 2026, apresenta maiôs estruturados e conjuntos que transitam entre praia e cidade.
Para a especialista Tam Lorenzoni, a escolha de Virgínia reflete uma transformação no consumo de luxo. "As grandes maisons percebem que o desejo nasce do pertencimento cultural. Quando a Chanel usa cores associadas ao Brasil em um contexto esportivo, cria-se uma narrativa emocional", analisa Tam.
A moda de luxo, agora, dialoga com cenários antes distantes, como férias e eventos esportivos, criando uma estética mais leve e conectada ao dia a dia. "Exclusividade está na experiência simbólica que conecta memória e identidade", conclui Tamara, destacando que o resortwear ganha protagonismo nas coleções, ocupando espaços como viagens e beach clubs.
Com isso, o luxo se reinventa, deixando de ser restrito a ocasiões formais, e passa a integrar o lifestyle moderno, sem perder a essência e herança das grandes marcas.