Governador  cria uma companhia ferroviária inoperante e que já nasce deficitária

Trata-se da expansão da inoperacionalidade do metrô para além dos limites de Teresina

Esse traçado ferroviário urbano é o mesmo imaginado e realizado por Alberto Silva, há mais de 40 anos, com dinheiro da União. Portanto, desde a sua criação, o sistema de trens urbanos da capital do Piauí nunca ultrapassou o traçado entre o bairro Renascença, na zona sudeste, e o centro.

Foto: Google Maps/ Fernando Cunha
Estação Frei serafim

O material rodante atual, que são os trens, também foi adquirido com recursos da união na segunda gestão Alberto Silva e o VLT, comprado bem recentemente, na quarta gestão Wellington Dias, se deu através de esforços do senador Ciro Nogueira, hoje adversário do governo. 

Linha deficitária 

O metrô opera no vermelho desde que foi criado, no final dos anos 80. Nunca foi além da praça Deodoro, no centro de Teresina, onde chega em elevado de 800 metros de extensão - obra bancada com recursos da União, ou seja, verba repassada pelo governo federal.

Os trilhos em que o metrô roda em Teresina são, em considerável parte do trajeto, compartilhados com a CFN Transnordestina, uma empresa privada que opera trens entre Teresina, Fortaleza e São Luís para transporte de granéis líquidos - essencialmente combustível.

Companhia deficitária 

A companhia ferroviária nasce deficitária na inventiva gestão de Rafael Fonteles e sem trilhos próprios para operar na direção de outras cidades - no caso Altos e Coivaras, por onde passa a ferrovia rumo a Fortaleza, ou quem sabe Timon, que a despeito de ser área conurbada com Teresina, não recebe o metrô porque há dificuldades intransponíveis para uso da ponte rodoferroviária João Luís Ferreira.

Sob todos esses aspectos, essa lei que cria uma “nova companhia ferroviária” chega a ser uma invencionice mais inventiva e delirante que os projetos do engenheiro e ex-governador Alberto Silva.

Leia também