Trump abandona taxa em Ormuz e aposta em acordos com países do Golfo
Presidente dos EUA mantém bloqueio a portos iranianos, mas desiste de cobrança sobre a rota
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu nesta terça-feira (14) de criar uma taxa de 20% sobre mercadorias que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em vez da cobrança, o governo americano buscará ampliar acordos comerciais e de investimentos com países do Golfo, após críticas à legalidade da medida.
A mudança de posição foi anunciada pelo próprio Trump em publicação na rede Truth Social. Segundo ele, a decisão ocorreu após conversas com líderes do Oriente Médio e prevê a substituição da chamada "Taxa de Reembolso aos Estados Unidos" por novos compromissos econômicos firmados entre os países da região e Washington.
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A proposta de cobrança havia sido apresentada na segunda-feira (13) como uma forma de compensar os custos da segurança oferecida pelos Estados Unidos à navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
A iniciativa, no entanto, enfrentou resistência dentro do próprio governo americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, argumentou que o direito internacional não permite a cobrança de pedágios em vias marítimas internacionais. O vice-presidente JD Vance também reforçou que a posição oficial dos Estados Unidos sempre foi favorável à livre circulação nessas rotas.
O próprio Trump havia defendido anteriormente que o estreito permanecesse aberto e sem qualquer tipo de tarifa, por se tratar de uma passagem marítima internacional.
A proposta também provocou reações de organismos internacionais e aliados dos Estados Unidos. A Organização Marítima Internacional reiterou que o Estreito de Ormuz deve permanecer livre de pedágios e taxas, em conformidade com as normas internacionais. O governo do Reino Unido adotou posição semelhante ao defender a manutenção da livre navegação na região.
Apesar do recuo em relação à cobrança, Trump afirmou que seguirá mantendo o bloqueio a portos do Irã, preservando a estratégia de pressão econômica sobre Teerã em meio às tensões no Oriente Médio.
Fonte: CNN Brasil