A Rússia realizou uma série de ataques em larga escala contra cidades da Ucrânia na noite desta terça-feira (16), utilizando 400 drones e um míssil balístico, segundo informações da Força Aérea ucraniana. As ofensivas atingiram principalmente as regiões de Kharkiv, Kryvyi Rih e Vinnytsia, deixando pelo menos 15 pessoas feridas e provocando danos significativos à infraestrutura de energia.
Em Kupiansk, cidade próxima à linha de frente, duas pessoas morreram após um ataque com drones. Em Kharkiv, ao menos 17 explosões foram registradas em um curto espaço de 20 minutos. Já em Kryvyi Rih, cidade natal do presidente Volodymyr Zelensky, um jovem de 17 anos ficou gravemente ferido e está internado em estado crítico. O ataque interrompeu temporariamente o fornecimento de energia e água em algumas áreas, segundo autoridades locais.
O presidente Zelensky afirmou que os bombardeios visaram claramente o sistema energético do país e destacou a necessidade de reforçar as defesas aéreas com urgência. “A Rússia não muda sua estratégia. Precisamos de mais interceptadores, mais defesas aéreas e mais determinação para responder com força", escreveu ele em sua conta no Telegram.
O Ministério do Interior da Ucrânia informou que oito pessoas ficaram feridas em Vinnytsia e arredores. Em Kiev, a defesa aérea foi acionada, mas não houve registros de feridos ou danos, segundo o prefeito Vitali Klitschko.
Desde o início da invasão russa, há mais de três anos, Moscou intensificou ataques a cidades ucranianas, com justificativas de que instalações civis, como redes elétricas, contribuem para o esforço militar ucraniano. Em resposta, Kiev também tem realizado ataques pontuais em território russo, embora em menor escala.
Os recentes bombardeios foram citados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma das razões para a aprovação de novos pacotes de ajuda militar à Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea.