Governo lança crédito para empresas afetadas por tarifa dos EUA
Linha terá juros reduzidos e exigirá manutenção de empregos; outras medidas seguem em análise
O governo federal anuncia nesta quarta-feira (22) uma nova linha de crédito voltada às empresas impactadas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida busca reduzir os efeitos da restrição comercial e preservar empregos nos setores mais afetados.
A nova linha de financiamento será apresentada em cerimônia no Palácio do Planalto e faz parte da estratégia do governo para minimizar os impactos do aumento das tarifas norte-americanas, que entrou em vigor nesta quarta-feira. O programa oferecerá empréstimos com custos financeiros mais baixos para empresas que enfrentem dificuldades em razão da redução da competitividade de seus produtos no mercado dos Estados Unidos.
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A iniciativa segue o modelo do programa Brasil Soberano, criado em 2025 para apoiar segmentos atingidos por medidas tarifárias semelhantes. Em contrapartida ao acesso ao crédito, as empresas deverão assumir o compromisso de preservar parte dos postos de trabalho durante o período de vigência do financiamento.
A decisão de lançar a linha de crédito no mesmo dia em que a sobretaxa passou a valer atende à determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vinha cobrando de sua equipe econômica uma resposta imediata aos impactos da medida anunciada pelo governo do presidente Donald Trump.
Segundo integrantes do governo, o crédito será a primeira de uma série de ações previstas para apoiar os setores exportadores. Novas medidas poderão ser adotadas conforme o comportamento das exportações e o nível de dificuldade enfrentado pelas empresas para redirecionar ou comercializar os produtos afetados.
Por outro lado, o governo descartou, neste momento, a adoção de medidas de desoneração tributária para os segmentos atingidos pela tarifa norte-americana. A avaliação é que o acesso facilitado ao crédito representa a resposta mais imediata para garantir capital de giro e manter a atividade econômica.
Além da tarifa de 25% já em vigor sobre parte das exportações brasileiras, o governo acompanha a possibilidade de os Estados Unidos anunciarem ainda nesta semana uma nova rodada de tarifas, estimada em 12,5%, o que poderá ampliar os impactos sobre o comércio bilateral.
Fonte: Com informações do G1