Escalada militar amplia crise entre Irã, Israel e EUA

Bombardeios atingem Golfo, elevam petróleo e fecham aeroportos

O conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos se intensificou neste domingo (01/03), ampliando a instabilidade no Oriente Médio e provocando impactos políticos, militares e econômicos na região e no mundo.

Foto: Atta Kenare/AFP
Ataques a Teerã

Israel realizou uma nova onda de ataques contra Teerã. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense e contra países árabes do Golfo Pérsico. Também houve tentativas de atingir navios militares e petroleiros na região, incluindo o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln.

Foto: Altaf Qadri/AP Photo/picture alliance
Três pessoas morreram em ataques que atingiram os Emirados Árabes Unidos

Os Estados Unidos afirmaram ter matado 48 líderes iranianos e causado danos significativos à estrutura militar do país. Entre os mortos, segundo autoridades americanas, estariam o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour. As informações não foram confirmadas de forma independente até o momento.

Diante da morte de Khamenei, o Irã anunciou a formação de um conselho interino de liderança composto pelo presidente Massoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Mohseni Ejei, e pelo aiatolá Alireza Arafi. O grupo deve governar temporariamente até a escolha de um novo líder supremo.

Apesar de declarações públicas sobre possível retomada de negociações, os confrontos continuam. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que representantes iranianos o procuraram para discutir diálogo, mas também indicou que os combates podem durar até quatro semanas.

Nos países do Golfo, a retaliação iraniana deixou ao menos quatro mortos e dezenas de feridos. Explosões foram registradas em cidades como Dubai, Doha, Manama e Riad. Autoridades locais condenaram os ataques e pediram que o Irã interrompa as ofensivas contra seus territórios.

No mar, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido petroleiros no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Empresas suspenderam temporariamente o tráfego na região. O petróleo tipo Brent subiu cerca de 10% no domingo, alcançando 80 dólares por barril em negociações diretas. Analistas avaliam que o preço pode subir ainda mais com a reabertura oficial dos mercados.

O transporte aéreo também foi afetado. Grandes aeroportos do Oriente Médio, incluindo Dubai, tiveram operações interrompidas, causando uma das maiores paralisações recentes da aviação internacional.

Em Israel, novos mísseis iranianos atingiram áreas residenciais. Ao menos dez pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas desde sábado. Um dos ataques atingiu uma sinagoga na cidade de Beit Shemesh. Em Tel Aviv e Jerusalém também houve registros de explosões.

No Irã, bombardeios atribuídos a Israel atingiram uma escola de meninas em Minab, no sul do país, deixando dezenas de mortos, segundo autoridades iranianas. Um hospital em Teerã também teria sido atingido. As circunstâncias dos ataques seguem sob apuração.

A escalada levou países europeus a se posicionarem. França, Alemanha e Reino Unido declararam estar preparados para adotar medidas defensivas para proteger seus interesses e aliados na região.

Dentro do Irã, a morte do líder supremo provocou reações divergentes. Parte da população participou de atos de luto, enquanto vídeos nas redes sociais mostraram celebrações em algumas cidades, refletindo divisões internas.

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