Editorial | Em defesa do jornalismo e da liberdade de informar

Conversas de dono do Master mostram uma rede criminosa de ataques contra jornalistas

O Portal AZ manifesta solidariedade ao jornalista Lauro Jardim diante das graves revelações envolvendo uma suposta articulação criminosa que teria como objetivo intimidar e silenciar o exercício de sua atividade profissional.

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Lauro Jardim: a vida em jogo por fazer o jornalismo diferente

Independentemente se na sociedade haja divergências editoriais, linhas ideológicas ou disputas de narrativa, há um princípio que deve permanecer inegociável em qualquer sociedade democrática: a liberdade de imprensa. Atacar um jornalista por causa de seu trabalho não é apenas um ato contra um indivíduo, mas uma agressão direta ao direito da sociedade de ser informada e um ataque direto as instituições que compõe nosso Estado-Nação.

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Efrem Ribeiro teria as pernas quebradas.

O jornalismo investigativo, muitas vezes incômodo para setores do poder econômico e político, cumpre uma função essencial no sistema democrático. É por meio dele que irregularidades são reveladas, abusos vêm à tona e estruturas opacas do poder são expostas ao escrutínio público.

Quando se tenta intimidar jornalistas por meio de ameaças, armações ou qualquer tipo de pressão ilegal, o que se busca, na verdade, é instaurar o medo como método de silenciamento. E onde o medo prevalece, a democracia enfraquece.

O Portal AZ conhece bem os riscos que cercam o exercício do jornalismo independente. Ao longo de sua trajetória seu principal componente, o jornalista Arimateia Azevedo  também enfrentou tentativas de intimidação, atentados, perseguição judicial e ataques por cumprir aquilo que considera sua missão fundamental: investigar, questionar e informar.

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Arimateia Azevedo, recém libertado pelo STJ da prisão acusado de crimes que não foram provados. Por ousar denunciar pseudos poderosos.

Arimateia Azevedo foi, na mídia, quem combateu as tiranias, perversidades, do famoso Coronel Correia Lima; denunciou agentes corruptos em todos os poderes e, como até 2020 só havia respondido a centenas de processos pir crimes de imprensa, o chamado dano moral, se viu processado por crimes de estelionato, extorsão e falsificação.  E esses peocessos não partiram de pessoas comuns, mas do próprio Estado. Ele saiu sexta-feira da prisão, depois de passar quase seis anos humilhado, a honra vilipendiada e a saúde pir demais abalada. Pagando o preço da coragem  que poucos tem.

Por isso, reafirmamos de forma clara e inequívoca nossa posição. Toda tentativa de coação contra profissionais da imprensa deve ser rigorosamente investigada e punida dentro dos limites da lei.

A defesa de Lauro Jardim, neste momento, é também a defesa do jornalismo investigativo, da liberdade de imprensa e do direito da sociedade à verdade.

E esses princípios não pertencem a um veículo, a um jornalista ou a uma corrente política. Eles pertencem à própria democracia e a sociedade brasileira.

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