Relógios inteligentes exigem cautela na leitura de dados de saúde diária

Especialista orienta como interpretar métricas e evitar erros no uso de wearables

Os chamados dispositivos vestíveis, como relógios e anéis inteligentes, têm ganhado espaço na rotina de pessoas que buscam melhorar a saúde e o desempenho físico. No entanto, especialistas alertam que a interpretação dos dados gerados por esses aparelhos deve ser feita com cautela. Segundo o cardiologista Eduardo Lapa, diretor médico da Afya, o uso consciente dessas informações é essencial para evitar conclusões equivocadas e decisões precipitadas.

Foto: Reprodução | Divulgação

Entre as métricas mais utilizadas está a frequência cardíaca, que tende a ser confiável em repouso, mas pode apresentar distorções durante exercícios intensos. Fatores como suor e movimentação interferem nos sensores, o que pode gerar oscilações momentâneas. Por isso, a recomendação é considerar esses dados como referência e não como um diagnóstico imediato, especialmente durante treinos de alta intensidade.

Outro indicador comum é o VO2 máximo, que mede a capacidade do organismo de consumir oxigênio. Nos dispositivos, esse índice é estimado com base em parâmetros indiretos, como velocidade e batimentos cardíacos. A Variabilidade da Frequência Cardíaca também pode ajudar a identificar o nível de recuperação do corpo, sendo mais útil quando analisada ao longo de dias ou semanas. Já o monitoramento do sono oferece dados relevantes sobre padrões e despertares, embora não substitua exames clínicos mais detalhados.

Recursos mais avançados, como o eletrocardiograma de pulso, também estão presentes em alguns modelos e podem auxiliar na identificação precoce de alterações cardíacas. O especialista reforça que essas ferramentas funcionam apenas como triagem inicial. Em caso de alertas ou sintomas persistentes, é fundamental procurar avaliação médica. O uso da tecnologia, portanto, deve ser aliado ao acompanhamento profissional, garantindo mais segurança e eficácia no cuidado com a saúde.

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