Canetas para emagrecimento começam a ser testadas no SUS

Projeto-piloto acompanhará 250 pacientes com obesidade no RS durante dois anos.

Por Redação Portal AZ,

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou um projeto-piloto para avaliar o uso da semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas para emagrecimento, no tratamento da obesidade. A pesquisa será realizada com 250 pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul, e pretende medir a eficácia clínica, a segurança e o impacto financeiro da incorporação do medicamento à rede pública.

Foto: Reprodução/InternetProjeto-piloto do SUS avaliará o uso da semaglutida em 250 pacientes com obesidade.
Projeto-piloto do SUS avaliará o uso da semaglutida em 250 pacientes com obesidade.

Batizado de Real-Bari, o estudo foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e o GHC e acompanhará, durante dois anos, pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças. Todos os participantes já realizam tratamento na unidade e precisaram cumprir critérios específicos para ingressar na pesquisa.

Entre as exigências estão diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses, falha comprovada em tratamentos convencionais — como dieta e atividade física — e capacidade de realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com auxílio de um cuidador.

Ao longo do estudo, serão analisados indicadores como perda de peso, melhora da qualidade de vida, evolução dos exames clínicos, resultados pós-operatórios e os custos do tratamento. O objetivo é verificar se a tecnologia pode ser incorporada de forma segura e sustentável ao SUS.

A iniciativa marca a primeira experiência do sistema público brasileiro com medicamentos à base de GLP-1 voltados ao tratamento da obesidade. Durante o lançamento do projeto, um dos pacientes selecionados recebeu a primeira aplicação do medicamento.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o estudo coloca o Brasil entre os países que avaliam a utilização dessa tecnologia no sistema público. Segundo ele, além do tratamento da obesidade e do diabetes, os medicamentos poderão futuramente ampliar sua aplicação para outras doenças crônicas, conforme o avanço das pesquisas.

O protocolo de acompanhamento prevê monitoramento contínuo por equipes médicas especializadas. De acordo com o Grupo Hospitalar Conceição, 91% dos pacientes com obesidade atendidos pela instituição apresentam quadro mórbido da doença, mas menos da metade reúne condições para realizar cirurgia bariátrica.

O projeto será financiado por recursos repassados ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte financeiro da empresa fabricante do medicamento.

Fonte: CNN Brasil

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