O número de mortos em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela chegou a 164, segundo informou a presidente interina Delcy Rodríguez em pronunciamento na televisão estatal nesta quinta-feira (25). De acordo com o governo, outras 971 pessoas ficaram feridas e mais de 30 tremores secundários foram registrados desde os abalos principais.
Horas antes, as autoridades venezuelanas haviam divulgado um balanço preliminar apontando 32 mortes e cerca de 700 feridos. O novo levantamento reflete o avanço das operações de busca e resgate nas áreas mais atingidas.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu uma região localizada a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Menos de um minuto depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, sacudiu o país. Especialistas apontam que este foi o mais forte terremoto registrado na Venezuela em mais de um século.
Modelos preditivos elaborados pelo órgão norte-americano indicam que o número de vítimas pode crescer significativamente nos próximos dias. As estimativas sugerem a possibilidade de milhares de mortes, podendo ultrapassar 10 mil em cenários mais severos.
Equipes de engenharia, defesa civil e centenas de agentes de resgate atuam nos escombros de edifícios e hotéis destruídos em Caracas e em outras cidades do interior do país. A prioridade, segundo Delcy Rodríguez, é localizar sobreviventes sob os destroços.
A tragédia mobilizou a comunidade internacional. Equipes de resgate de diversos países já foram deslocadas para a Venezuela, incluindo contingentes dos Estados Unidos. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que recursos emergenciais estão sendo mobilizados imediatamente para auxiliar as operações.
O presidente norte-americano Donald Trump também anunciou ajuda humanitária emergencial, informando que determinou o envio de equipes de busca, resgate e suprimentos médicos à região afetada.
Segundo o Itamaraty, não há registro de brasileiros entre as vítimas.