A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a importância da vacinação infantil após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar mudanças nas recomendações de imunização para crianças no país. A decisão reduziu de 17 para 11 o número de vacinas recomendadas de forma universal pelo governo norte-americano. Em resposta, a organização destacou que os calendários de vacinação são elaborados com base em décadas de pesquisas e avaliações científicas sobre segurança, eficácia e os períodos de maior vulnerabilidade das crianças.
Segundo a OMS, a definição do momento adequado para cada vacina leva em consideração o desenvolvimento do sistema imunológico, os riscos de exposição a determinadas doenças e a necessidade de manter a proteção ao longo da infância. A entidade também ressaltou que os calendários nacionais são elaborados por grupos técnicos especializados, que analisam as evidências disponíveis e as características epidemiológicas de cada país. Dessa forma, a organização defende que alterações nas políticas de imunização sejam baseadas em avaliações científicas e não apenas em decisões políticas.
Entre as mudanças anunciadas pelo governo norte-americano estão alterações no esquema de aplicação de alguns imunizantes e a recomendação de espaçar determinadas vacinas. A medida ocorre em um cenário de preocupação entre especialistas de saúde pública, especialmente diante de doenças que podem ser prevenidas pela vacinação. Médicos também alertaram que mudanças no calendário podem gerar dúvidas entre os responsáveis pelas crianças e dificultar a manutenção das taxas de imunização.
A OMS mantém a defesa de calendários estruturados a partir de evidências e avaliações realizadas por especialistas. A entidade afirma que a vacinação infantil tem papel fundamental na proteção contra doenças e que o planejamento das doses busca garantir imunidade justamente nos períodos em que as crianças apresentam maior risco. O posicionamento ocorre em meio ao debate nos Estados Unidos sobre a política de imunização e às críticas de organizações médicas às alterações promovidas pelo governo Trump.