A expansão da tecnologia e as mudanças na rotina dos estudantes têm impulsionado a procura por cursos de graduação na modalidade de Educação a Distância (EAD) e pelo ensino híbrido. Dados do Censo da Educação Superior apontam crescimento contínuo das matrículas nesses formatos, que oferecem maior flexibilidade para conciliar estudos com outras atividades. Com o aumento da oferta, porém, especialistas alertam que os estudantes precisam avaliar a qualidade acadêmica, a estrutura tecnológica e a credibilidade das instituições antes de escolher um curso.
No processo de aprendizagem, a autonomia é um dos principais desafios do ensino digital. Segundo Débora Oliveira, especialista em Psicopedagogia e Terapia Cognitivo-Comportamental e docente da Estácio, estratégias de organização e gerenciamento do tempo podem ajudar na concentração e na criação de uma rotina de estudos. Entre as técnicas citadas está o método Pomodoro, que divide o período de estudo em blocos de foco de 25 minutos intercalados por pequenos intervalos, contribuindo para reduzir a fadiga mental e a procrastinação e estimular a autorregulação do estudante.
A estrutura tecnológica também é apontada como um fator importante para avaliar a confiabilidade de uma instituição. Para Hériclys Borges, coordenador do curso de Tecnologia da Informação (TI) da Estácio, o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) deve apresentar estabilidade, facilidade de uso e recursos de segurança. A instituição também deve adotar mecanismos de proteção de dados, controle de acesso, disponibilidade dos serviços e prevenção e resposta a possíveis incidentes de segurança, garantindo melhores condições para o acompanhamento das atividades acadêmicas.
Na escolha de um curso EAD ou híbrido, especialistas recomendam que o estudante verifique o credenciamento da instituição e as avaliações disponíveis no portal e-MEC, incluindo indicadores como CPC e Enade. Também é importante analisar o funcionamento do ambiente virtual em diferentes dispositivos, a qualidade do suporte técnico, a presença de professores qualificados e tutoria ativa. Nos cursos híbridos, outro ponto de atenção é a estrutura dos polos presenciais, que devem oferecer condições adequadas para atividades práticas, como laboratórios equipados e biblioteca.