Fundo Amazônia destina R$150 milhões para conter incêndios no Cerrado e Pantanal

Recursos vão equipar Corpos de Bombeiros e brigadas em estados como o Piauí, que registra alta de focos

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou a destinação de R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia para apoiar ações de prevenção e combate a incêndios florestais em estados do Cerrado e do Pantanal. Entre os beneficiados está o Piauí, que enfrenta aumento significativo nos registros de queimadas.

Foto: Ascom

Além do Piauí, receberão recursos os estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia e o Distrito Federal. Os investimentos contemplarão a aquisição de equipamentos, máquinas, veículos e insumos estratégicos, ampliando a capacidade de resposta de Corpos de Bombeiros Militares e brigadas florestais locais.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Piauí contabilizou 1.410 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 20 de julho deste ano, representando um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2023. “O objetivo é ampliar a capacidade de resposta diante do agravamento dos incêndios florestais registrado em 2024 e da previsão de novos episódios extremos para 2025”, afirmou o MMA em nota oficial.

O apoio do Fundo Amazônia aos estados já teve início em 2023, priorizando nove estados amazônicos com a aprovação de R$ 405 milhões para ações de controle ao fogo. Destes, R$ 370 milhões já foram contratados, contemplando projetos no valor de R$ 45 milhões cada para Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins, além de aproximadamente R$ 21 milhões para o Acre e R$ 34 milhões para Rondônia.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que o reforço será essencial para qualificar o trabalho dos bombeiros. “O apoio do Fundo Amazônia será determinante para que os Corpos de Bombeiros dos estados que abrigam esses biomas sejam capacitados e equipados com caminhões-tanque e bombas costais, por exemplo, e possam atuar em conjunto com o governo federal no controle dos incêndios”, declarou.

O projeto faz parte da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e terá atuação em diferentes escalas:

Local: fortalecimento de brigadas florestais comunitárias compostas por moradores capacitados;

Estadual: estruturação dos Corpos de Bombeiros Militares;

Interestadual: reforço do trabalho da Força Nacional em ações integradas.

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