Teve início nesta sexta-feira (1º) o período de vazio sanitário da soja na “região II” do Piauí, que compreende a área central do estado. A ação, regulamentada pela portaria nº 1.271/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), seguirá até 30 de outubro e visa combater a ferrugem asiática, uma das doenças mais graves que afetam a cultura da soja no Brasil.
A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), vinculada à Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), já reforçou as fiscalizações para garantir que produtores cumpram a normativa. “O vazio sanitário é uma estratégia indispensável para proteger a produção de soja no estado. Nossos fiscais estão atuando em todas as regiões para garantir que o calendário seja respeitado, reduzindo prejuízos aos produtores e a necessidade de uso excessivo de agrotóxicos”, destacou Ozael David, gerente de Defesa Vegetal da Adapi.
O calendário estadual é dividido em três regiões para otimizar o controle sanitário:
Durante o período de vazio sanitário é proibido plantar ou manter plantas vivas de soja, independentemente da fase de desenvolvimento. O objetivo é interromper o ciclo de vida do fungo phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, diminuindo a presença de esporos no ambiente e evitando surtos antecipados na safra seguinte.
De acordo com especialistas, a medida é essencial para garantir a sustentabilidade da produção agrícola, preservar a produtividade e reduzir custos com defensivos químicos. O respeito ao calendário depende da colaboração de produtores rurais e fiscalização eficaz dos órgãos competentes.
Além da soja, outra medida importante na defesa agropecuária do Piauí está programada para setembro: o início do primeiro vazio sanitário oficial do algodão, a partir do dia 20, também regulamentado pela Adapi.
Com ações integradas e planejamento regionalizado, o Piauí busca fortalecer a sanidade vegetal, proteger a competitividade do agronegócio local e contribuir para uma agricultura mais sustentável e segura para todos.