Durante a COP30, a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, declarou que toda a porção amazônica colombiana será considerada “zona de reserva de recursos renováveis”, proibindo a exploração de minérios e hidrocarbonetos no local.
A Colômbia destacou que, embora detenha apenas cerca de 7% do bioma amazônico, dará o primeiro passo formal em defesa da floresta e instou os demais sete países amazônicos a seguirem o mesmo caminho.
Entretanto, o anúncio ocorre em um momento em que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou investigação de viabilidade de exploração de petróleo na Margem Equatorial, região entre os estados do Pará e Amapá. O Brasil concentra cerca de 60% da floresta amazônica.
Perspectivas e tensões
Para especialistas em meio ambiente, a iniciativa colombiana pode reforçar a pressão internacional sobre o Brasil e acender debates sobre soberania, desenvolvimento econômico e conservação ambiental. Ao mesmo tempo, analistas ponderam que a proteção de 100% da Amazônia colombiana representa um gesto simbólico relevante, mas enfrenta desafios na prática, especialmente em regiões remotas e de difícil fiscalização.
O que muda
A Colômbia declara formalmente que não haverá exploração de petróleo e minerais em sua parte da floresta amazônica.
O Brasil permanece sob destaque pelos avanços de pesquisa de hidrocarbonetos na região e poderá sofrer questionamentos diplomáticos e ambientais.
A medida eleva o perfil das negociações internacionais sobre a Amazônia e reforça a discussão sobre o papel dos países amazônicos na conservação global.
O anúncio colombiano ressoa como um marco diplomático e ambiental, ao mesmo tempo que abre um novo capítulo de tensões e expectativas para como o Brasil irá responder às cobranças e alinhar sua política de exploração e preservação na Amazônia.