A previsão climática para o primeiro trimestre de 2026 indica que o Piauí deve enfrentar um período chuvoso marcado por irregularidades na distribuição das precipitações. De acordo com a Defesa Civil estadual e a Sala de Monitoramento da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o cenário geral aponta volumes próximos da normal climatológica em algumas regiões, enquanto outras devem registrar chuvas abaixo da média histórica entre janeiro e março.
Nas regiões Norte, Centro-Norte e em áreas do Sudeste piauiense, a expectativa é de chuvas dentro do padrão considerado normal para o período. Segundo a meteorologista Sônia Feitosa, as precipitações devem apresentar oscilações pontuais, mas sem desvios significativos. A influência das condições oceânicas no Atlântico tropical tende a favorecer um comportamento mais equilibrado das chuvas nessas áreas do estado.
Já no Sul e Sudoeste do Piauí, incluindo parte expressiva do Sudeste, a tendência é de volumes abaixo da média ao longo do trimestre. Conforme a análise técnica, o aquecimento desigual entre o Atlântico Norte e o Atlântico Sul contribui para esse cenário. A meteorologista ressalta que, apesar da redução prevista, não se trata de ausência de chuvas, mas de um regime menos regular e com menores acumulados.
Diante do quadro climático projetado, a Secretaria de Estado da Defesa Civil do Piauí (Sedec) reforçou ações preventivas junto aos municípios, com atenção especial às áreas mais vulneráveis. A lista de pontos monitorados inclui:
• Comunidades ribeirinhas;
• Entorno de barragens e reservatórios;
• Rodovias e passagens molhadas;
• Áreas agrícolas;
• Zonas urbanas com deficiência de drenagem.
O monitoramento hidrológico segue de forma contínua por meio de plataformas do Serviço Geológico do Brasil (SGB), com acompanhamento das cotas de atenção, alerta e inundação dos rios. Em caso de eventos extremos, a Sedec orienta que os municípios acionem seus planos de contingência para reduzir riscos, preservar vidas e minimizar impactos sociais e econômicos.