A Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (RIDE) foi contemplada com mais de R$ 3,5 milhões em investimentos internacionais para a elaboração de um Plano de Ação Climática, um Plano de Biodiversidade Urbana e um projeto-piloto de urbanismo de baixa emissão, dentro do programa CITinova II.
Os recursos fazem parte do projeto CITinova II – Promoção do planejamento metropolitano integrado e de investimentos em tecnologia urbana inovadora, executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que atua como agência implementadora.
O financiamento vem do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), mecanismo internacional que reúne doações de países signatários das convenções da ONU sobre clima e biodiversidade, com o objetivo de apoiar a proteção dos ecossistemas e a transição para modelos de desenvolvimento sustentável.
Teresina foi uma das três regiões brasileiras selecionadas para receber ações diretas do programa, ao lado das regiões metropolitanas de Belém (PA) e Florianópolis (SC). Na capital piauiense, a execução local será articulada pela Coordenação da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI), e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM).
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Bessah Araújo Costa Reis Sá, os recursos permitirão enfrentar desafios ambientais e urbanos de forma integrada. Ele afirma que os investimentos ajudam a superar barreiras administrativas e a fortalecer a resiliência ambiental e o crescimento ordenado da região metropolitana.
Já o secretário municipal de Articulação Institucional, Júlio Arcoverde, destacou que o projeto insere Teresina nas agendas globais de clima e desenvolvimento urbano. Para ele, os planos vão se traduzir em impactos concretos na mobilidade, na qualidade ambiental e na adaptação às mudanças climáticas.
Com a entrada no CITinova II, Teresina passa a integrar um grupo restrito de cidades brasileiras que recebem apoio técnico e financeiro internacional para estruturar políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à inovação urbana em escala metropolitana.