Um relatório da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) aponta que 39 barragens estão classificadas com alto risco estrutural no estado. O levantamento faz parte do Relatório Anual de Segurança de Barragens 2025 e identificou 163 estruturas cadastradas em 82 municípios, algumas com potencial de causar impactos ambientais e sociais relevantes em caso de falha.
De acordo com a Semarh, o estudo avaliou diferentes critérios técnicos para classificar o risco das barragens, como características da estrutura, estado de conservação e existência de planos de segurança. Entre as estruturas analisadas, 39 possuíam informações suficientes para avaliação completa da categoria de risco — todas enquadradas como alto risco.
O relatório também analisa o chamado dano potencial associado, indicador que estima as consequências de um eventual rompimento. Nesse cenário, 33 barragens foram classificadas com alto potencial de dano, o que significa que falhas nessas estruturas podem atingir áreas habitadas, provocar danos ambientais ou afetar atividades econômicas.
A maioria das barragens cadastradas apresenta dano potencial médio, com 115 estruturas nessa categoria, enquanto 15 foram classificadas com baixo potencial de impacto.
Segundo a Semarh, as barragens monitoradas estão distribuídas em dez bacias hidrográficas e pertencem a 103 empreendedores diferentes. Do total, 111 são de responsabilidade de órgãos públicos e 52 pertencem a proprietários privados.
Um dos principais desafios apontados pela secretaria é a identificação formal dos responsáveis por algumas estruturas, muitas delas construídas há décadas e sem registros técnicos completos.
Para ampliar o controle, o governo estadual mantém o Cadastro Estadual de Barragens, sistema que reúne informações técnicas e integra dados ao monitoramento nacional.
Em 2025, equipes técnicas realizaram 42 inspeções de campo em diferentes regiões para atualizar informações e verificar condições de segurança das estruturas, especialmente em reservatórios de maior volume.
Apesar das situações de risco identificadas, o relatório registra que não houve rompimentos de barragens no estado ao longo de 2025.