O governador da Paraíba decretou estado de calamidade pública após as fortes chuvas que atingem o estado desde a última sexta-feira (1º), provocando mortes e deixando milhares de pessoas afetadas. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mais de 16 mil pessoas foram impactadas, incluindo 624 desalojadas e cerca de 703 desabrigadas. Duas mortes já foram confirmadas em decorrência dos temporais.
As áreas mais atingidas concentram-se em municípios como João Pessoa, Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá e Cabedelo. Diante da gravidade da situação, uma força-tarefa foi mobilizada pelo governo estadual para atuar na resposta emergencial. A partir deste domingo (3), técnicos da Defesa Civil Nacional passaram a auxiliar diretamente nos trabalhos de reconstrução e suporte às comunidades atingidas.
O abastecimento de água também foi comprometido na Grande João Pessoa. A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba informou que os sistemas Marés e Translitorânea seguem operando, garantindo cerca de 50% do fornecimento. Espera-se a retomada gradual do sistema completo até esta segunda-feira (4), enquanto bairros da capital seguem em regime de rodízio no abastecimento.
O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba já realizou 390 atendimentos, incluindo 171 ocorrências e 219 ações assistenciais, além do resgate de 306 pessoas. O monitoramento sanitário foi intensificado para evitar doenças comuns após enchentes, como leptospirose. A Defesa Civil mantém 45 alertas ativos para a região, indicando alto risco de alagamentos e deslizamentos, e reforça a necessidade de atenção redobrada em áreas vulneráveis.