Desmatamento na Amazônia despenca 61,4% e atinge mínima histórica

Inpe registra menor nível de alertas para o mês desde o início do monitoramento pelo Deter

Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal caíram 61,4% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com 370 quilômetros quadrados sob alerta, o bioma registrou o menor índice para o mês desde o início da série histórica do sistema Deter.

Foto: Reprodução/TV Brasil
Amazônia registra menor índice de alertas para maio desde o início da série histórica do Deter.

O desmatamento na Amazônia apresentou uma redução expressiva em maio, alcançando o melhor resultado já registrado para o período pelo sistema Deter, ferramenta do Inpe que monitora a floresta em tempo quase real. Ao todo, foram identificados 370 quilômetros quadrados de áreas sob alerta, consolidando uma queda de 61,4% em relação ao mesmo mês de 2025.

Durante a divulgação dos dados, em Brasília, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, classificou o desempenho como uma "redução histórica" dos alertas no maior bioma do país.

O recuo também aparece no acumulado do atual ciclo de monitoramento. Entre agosto de 2025 e maio deste ano, os alertas de desmatamento somaram 2.189 quilômetros quadrados, volume 37,5% inferior ao registrado no mesmo intervalo anterior.

Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o resultado ganha relevância por contrariar uma tendência observada historicamente. Segundo ele, maio costuma ser um período de aumento nos índices de desmatamento, o que reforça o caráter excepcional da redução registrada em 2026.

Utilizado para orientar ações de fiscalização e combate aos crimes ambientais, o Deter não substitui a taxa oficial anual de desmatamento, mas funciona como um sistema de alerta rápido para identificar áreas sob pressão e subsidiar a atuação dos órgãos responsáveis.

Os números divulgados nesta quinta-feira reforçam a tendência de queda observada nos últimos meses e colocam a Amazônia diante de um dos resultados mais expressivos já alcançados pelo monitoramento em tempo real do bioma.

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