Nesta segunda-feira, em meio ao marco dos 1.237 dias de guerra na Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o discurso contra a Rússia, estabelecendo um ultimato de 50 dias para que o Kremlin ponha fim à ofensiva militar. Caso contrário, Moscou, assim como quaisquer países que continuarem a negociar com o regime russo, poderão ser alvo de tarifas “secundárias” de até 100%.
Trump reafirmou que está “muito, muito descontente” com a postura russa e prometeu impor “tarifas muito severas” caso não seja fechado um acordo nos próximos 50 dias. A declaração foi dada ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e acompanha a autorização de envio de armamentos aos ucranianos por meio da aliança, embora os custos sejam assumidos por países membros, segundo o governo americano.
O presidente americano destacou que qualquer nação que decida “alinhar-se às políticas antiamericanas do Brics ou da Rússia” será taxada, sem exceções: “Tarifas em cerca de 100%… vocês podem chamá-las de tarifas secundárias”, afirmou . Ao mesmo tempo, foi fechado acordo para que os EUA forneçam meios de defesa à Ucrânia, especialmente sistemas antimísseis Patriot, vendidos aos aliados europeus que, por sua vez, os repassarão a Kiev.
Internamente, Trump vem enfrentando pressões em Washington. Um projeto no Senado pleiteia tarifas de até 500% para quem negociar com a Rússia, incluindo aliados como Brasil, Índia e China (). Apesar disso, Trump garantiu no Salão Oval que sua abordagem é independente e que deseja evitar medidas extremas, se possível.