Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 2.954
Equipes de resgate concentram buscas em áreas devastadas enquanto Brasil amplia ajuda sanitária.
O número oficial de mortos pelos terremotos na Venezuela chegou a 2.954, segundo balanço divulgado pelo governo venezuelano. As autoridades confirmaram ainda o desabamento de 190 prédios, mas continuam sem informar quantas pessoas permanecem desaparecidas após a tragédia.
As operações de busca e resgate seguem em diferentes regiões do país, com destaque para a capital Caracas e para a cidade de La Guaira, apontada como a área mais atingida pelos tremores.
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Em Caracas, a destruição aparece de forma localizada. No bairro de San Bernadino, um edifício de seis andares, com cobertura e lojas no térreo, desabou completamente, causando 19 mortes. Em outras ruas da mesma região, a rotina aparenta ter sido menos afetada.
O cenário é diferente em La Guaira. Equipes de reportagem que acompanharam os trabalhos de resgate relataram quarteirões inteiros destruídos e estruturas consideradas inabitáveis. Segundo integrantes das equipes de busca, a expectativa de encontrar sobreviventes diminuiu significativamente, e os esforços estão voltados principalmente para a localização de corpos.
Durante as operações, o governo venezuelano realizou uma cerimônia em Caracas para homenagear resgatistas estrangeiros que atuam no país. Participaram profissionais da Argentina, Barbados, Reino Unido, França, Índia e Brasil. Integrantes da missão brasileira receberam condecorações oficiais pelo trabalho prestado nas áreas afetadas.
Enquanto alguns países iniciaram a retirada de suas equipes, o Brasil decidiu manter e ampliar a assistência humanitária. O governo brasileiro anunciou o envio de 50 mil doses de vacina antirrábica canina e 100 mil doses de vacina contra a febre amarela.
A medida ocorre em uma nova fase da emergência, na qual as autoridades sanitárias concentram esforços na prevenção de doenças infecciosas, após o atendimento inicial às vítimas de traumatismos provocados pelos desabamentos.
Fonte: Com informações do G1