Governo cria força-tarefa para enfrentar impactos do Super El Niño
Estrutura reúne 20 ministérios para coordenar ações contra secas, enchentes e queimadas
O governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial para coordenar medidas de prevenção e resposta aos impactos do chamado Super El Niño, fenômeno climático previsto para atingir diferentes regiões do país a partir do segundo semestre deste ano.
A estrutura, coordenada pela Casa Civil e pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), reúne cerca de 20 ministérios e órgãos federais para monitorar riscos e planejar ações diante da possibilidade de secas severas, enchentes, ondas de calor e aumento das queimadas.
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Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a estratégia busca garantir respostas rápidas e integradas em caso de eventos climáticos extremos. A articulação envolve instituições como as Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, estados e municípios, além de órgãos técnicos responsáveis pelo monitoramento meteorológico.
Os especialistas alertam que o Super El Niño pode provocar seca intensa na Amazônia e no Nordeste, aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, temperaturas acima da média no Centro-Oeste e agravamento do risco de incêndios no Pantanal.
Para fortalecer a prevenção, o governo aposta no uso do sistema Defesa Civil Alerta, ferramenta que envia avisos emergenciais diretamente aos celulares da população em áreas de risco. O serviço funciona sem necessidade de cadastro prévio e pode interromper temporariamente o uso do aparelho para exibir mensagens de emergência.
Além da tecnologia, o governo destaca a importância dos planos de contingência locais, com definição de rotas de fuga, identificação de abrigos e realização de simulados para preparar comunidades vulneráveis. A orientação é que estados e municípios reforcem ações preventivas antes da intensificação dos efeitos do fenômeno.
A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para reduzir danos causados por desastres naturais e ampliar a capacidade de resposta diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos no país.
Fonte: Com informações da Agência Brasil