Conselho da ONU aprova proposta dos EUA para reconstrução de Gaza

Plano inclui força internacional e autoridade de transição até 2027

O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (18), uma resolução proposta pelos Estados Unidos em apoio ao plano de paz apresentado pelo presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza. Entre as medidas previstas estão a criação de uma força internacional de estabilização, uma autoridade de transição supervisionada pelo próprio Trump e a possibilidade de avanço rumo a um Estado palestino independente no futuro.

Foto: Abdel Kareem Hana/Copyright 2025 The AP
Conselho da ONU aprova proposta dos EUA para reconstrução de Gaza

A resolução recebeu 13 votos favoráveis e contou com abstenções da Rússia e da China. O documento endossa o plano de cessar-fogo em 20 pontos divulgado por Trump no início de setembro.

O projeto prevê a formação de um órgão transitório chamado “Conselho da Paz”, que será liderado e supervisionado pelo presidente norte-americano. Esse grupo ficará responsável pela governança temporária e pela reconstrução de Gaza. Trump afirmou que os integrantes serão anunciados nas próximas semanas.

Outro ponto central é o envio de uma Força Internacional de Estabilização, encarregada de controlar fronteiras, garantir a segurança e promover a desmilitarização do território. Tanto a autoridade de transição quanto a força internacional terão mandato até o fim de 2027.

Trump celebrou a aprovação nas redes sociais, classificando a decisão como “um momento de verdadeira proporção histórica”. Já o Hamas rejeitou a resolução, afirmando que ela não atende às necessidades políticas e humanitárias do povo palestino e criticando a presença de uma força internacional que, segundo o grupo, perde a neutralidade ao assumir funções de segurança no território.

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, chamou a decisão de “histórica e construtiva”, destacando que o plano busca criar condições para um futuro mais estável em Gaza e maior segurança para Israel.

Apesar das discussões recentes entre países árabes e os Estados Unidos para reforçar a menção à autodeterminação palestina, o texto aprovado não estabelece um cronograma para a criação de um Estado próprio. A proposta condiciona o avanço nesse sentido a progressos na reconstrução de Gaza e em reformas na Autoridade Palestina, que atualmente administra parte da Cisjordânia.

Antes da votação, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou sua oposição à solução de dois Estados.

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