A Espanha recusou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado Conselho da Paz, estrutura criada pelo governo americano para monitorar conflitos internacionais e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e amplia a lista de países que decidiram ficar fora do órgão.
Ao confirmar a recusa, Sánchez afirmou que a decisão está alinhada ao compromisso da Espanha com o direito internacional, o multilateralismo e o papel central da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ele, a criação do conselho levanta preocupações diplomáticas por ser vista como uma tentativa de esvaziar a atuação da ONU em temas de segurança e mediação internacional.
O premiê espanhol também criticou a ausência da Autoridade Palestina na composição do órgão, considerado um ponto sensível para qualquer iniciativa que trate do futuro da Faixa de Gaza.
A Espanha não está sozinha. Outros países europeus já anunciaram oficialmente que não participarão do conselho. Até o momento, declararam recusa:
O Conselho da Paz foi lançado por Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, com a proposta inicial de supervisionar a paz em Gaza e conduzir a reconstrução do território palestino. O modelo prevê amplos poderes ao presidente dos Estados Unidos, que será o líder vitalício do órgão e terá poder de veto sobre decisões.
Apesar do convite ter sido enviado a cerca de 60 países, a adesão tem sido desigual. Nenhum grande aliado ocidental participou da cerimônia de lançamento, o que reforçou críticas de diplomatas e analistas sobre a legitimidade e a efetividade do novo conselho.
Entre os países que ainda não responderam ao convite estão Brasil, Reino Unido, Alemanha, Itália, China e Rússia, o que mantém indefinido o peso político que o órgão poderá alcançar no cenário internacional.