Trump defende ofensiva contra o Irã e prevê guerra por semanas

Presidente dos EUA afirma que objetivo é destruir programa militar iraniano e descarta retomada de negociações com Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a ofensiva militar contra o Irã é a “última e melhor chance” de eliminar a ameaça do regime iraniano e indicou que o conflito deve durar “quatro ou cinco semanas, ou mais”. A declaração foi feita na Casa Branca durante cerimônia em homenagem a militares mortos em ataques no Oriente Médio.

Foto: SAUL LOEB / AFP
Trump defende ofensiva contra o Irã e prevê guerra por semanas

Em sua primeira manifestação pública desde o início da operação conjunta com Israel, Trump disse que a campanha militar busca destruir o arsenal de mísseis iraniano, desmantelar a capacidade naval do país e impedir o avanço do programa nuclear de Teerã. Segundo ele, os ataques já teriam atingido a liderança iraniana e afundado ao menos dez embarcações.

O republicano também descartou a retomada de negociações com o governo iraniano, afirmando que o país recuou de acordos anteriores sobre não proliferação nuclear. “Não dá para lidar com essas pessoas”, declarou.

A fala ocorreu em um evento de entrega de medalhas a soldados mortos em ações recentes na região. De acordo com o Pentágono, quatro militares norte-americanos morreram após ataques retaliatórios ligados ao conflito, e ao menos 18 ficaram gravemente feridos. Os militares estavam em uma base no Kuwait, aliado estratégico dos EUA no Golfo.

Trump voltou a criticar o acordo nuclear firmado na gestão de Barack Obama, do qual retirou os Estados Unidos em seu primeiro mandato, e afirmou que o Irã ampliava rapidamente seus programas nuclear e balístico, o que representaria ameaça direta a bases americanas no Oriente Médio e à Europa.

Segundo o presidente, novas ofensivas de grande escala ainda estão por vir. As principais operações de combate continuam em andamento, enquanto o Irã mantém ataques de retaliação contra alvos ligados aos Estados Unidos na região.

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