Um grupo de 22 países liderado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) articula uma ação para reabrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel.
A iniciativa foi confirmada pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que afirmou que o grupo trabalha para garantir a livre circulação de navios na região, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Segundo Rutte, a articulação ocorre em resposta a um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que defende a reabertura do estreito como forma de estabilizar o abastecimento energético e conter impactos econômicos globais.
O bloqueio foi imposto por Teerã no fim de fevereiro, após o início dos confrontos com forças norte-americanas e israelenses, elevando o risco de desabastecimento e pressionando mercados internacionais.
Embora os detalhes operacionais não tenham sido divulgados, Rutte afirmou que autoridades militares dos países envolvidos já discutem uma ação coordenada. Ele não especificou como a reabertura ocorreria, nem se haverá presença militar direta na região — cenário que pode ampliar o conflito.
Entre os países citados como participantes estão Estados Unidos, Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, além de outros aliados.
A movimentação ocorre em meio a tensões diplomáticas dentro da própria aliança. Trump criticou publicamente membros da Otan por resistirem ao envio de forças militares para a região, o que expôs divergências sobre a resposta à crise no Oriente Médio.