Às vésperas de negociações para encerrar a guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã, enquanto o país condiciona o início do diálogo a exigências políticas e militares.
Em declarações públicas, Donald Trump afirmou que o Irã “só está vivo hoje para negociar” e alertou que, caso não haja acordo, os Estados Unidos estão preparados para intensificar ações militares.
As falas ocorrem antes do encontro previsto para este sábado (11), em Islamabad, no Paquistão, onde representantes dos dois países devem iniciar tratativas para encerrar o conflito, ainda sob um cessar-fogo considerado instável.
Trump declarou que forças americanas estão sendo mobilizadas e equipadas, indicando possibilidade de escalada caso as negociações fracassem. O discurso reforça a pressão sobre Teerã em um momento decisivo para o avanço diplomático.
Do lado iraniano, autoridades também endureceram a posição. O chanceler Abbas Araqchi afirmou que o diálogo depende do cumprimento de condições prévias, incluindo a interrupção de ataques israelenses no Líbano e a liberação de ativos iranianos bloqueados no exterior.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou que as negociações não devem começar sem essas medidas, sinalizando impasse antes mesmo do início formal das conversas.
Apesar da retórica mais dura, integrantes do governo americano adotaram tom mais moderado. O vice-presidente JD Vance afirmou esperar um resultado positivo, desde que haja disposição para negociação “de boa-fé”.
O encontro reunirá autoridades de alto escalão dos dois países, incluindo enviados diplomáticos e representantes políticos, em uma tentativa de avançar para um acordo definitivo após semanas de conflito.