Líder de grupo que aplicava golpes pelo WhatsApp é preso em Teresina

Segundo as investigações, o esquema teria provocado prejuízo de pelo menos R$ 500 mil

Lívio Fernando de Oliveira Sousa, conhecido como Lívio da Caverna, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), no bairro Três Andares, na Zona Sul de Teresina. Apontado pela Polícia Civil como mentor e líder de um grupo especializado em fraudes eletrônicas e invasões de sistemas, ele era considerado foragido e foi localizado durante a segunda fase da Operação “Chip Falso”.

Foto: Reprodução
Lívio da Caverna, foi preso na manhã desta quinta-feira (20)

Segundo as investigações, o esquema teria provocado prejuízo de pelo menos R$ 500 mil. A organização utilizava documentos falsificados e selfies biométricas manipuladas para assumir o controle de linhas telefônicas de vítimas.

Com acesso aos números, os criminosos conseguiam entrar em outros serviços vinculados aos telefones. A investigação aponta que as linhas eram utilizadas, entre outras práticas, para clonar contas do WhatsApp, realizar compras com cartões de crédito e acessar contas bancárias para fazer movimentações sem autorização dos titulares.

Lívio é companheiro de Rosana Rodrigues da Silva, que já havia sido presa após se apresentar às autoridades. Conforme o delegado Humberto Márcola, durante a investigação os policiais identificaram um imóvel no bairro Monte Castelo que teria sido utilizado pelo grupo. Mesmo depois da descoberta do local, os investigados teriam continuado promovendo festas em outro endereço.

O delegado também mencionou que Lívio já havia sido baleado em outra ocasião.

Fraudes atingiam vítimas de oito estados

A apuração indica que o grupo tinha atuação além do Piauí. Até o momento, vítimas foram identificadas em pelo menos oito estados: São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais.

A segunda etapa da operação tem como objetivo avançar na identificação dos integrantes da organização e esclarecer a estrutura utilizada para a execução das fraudes.

Com a prisão de Lívio da Caverna, a Polícia Civil busca reunir novos elementos sobre a atuação do grupo e a participação de outros suspeitos nos crimes investigados.

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