Trump ameaça impor medida econômica contra Irã
Presidente americano também ameaçou países que prestarem qualquer tipo de apoio ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende adotar contra o Irã a medida econômica que classificou como a mais severa já aplicada por Washington. A declaração foi feita na quarta-feira (19), em meio à paralisação das negociações entre os dois países e ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que Teerã não teria aproveitado as oportunidades oferecidas para chegar a um acordo com os Estados Unidos. O presidente americano também advertiu que instituições financeiras, empresas, aeroportos e órgãos governamentais de países que prestarem qualquer tipo de apoio ao Irã poderão sofrer consequências econômicas.
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Trump não especificou quais medidas pretende implementar nem indicou quais países poderiam ser atingidos. Ele chamou a iniciativa de “Dia D econômico” e pediu que aliados americanos participem dos esforços para pressionar o governo iraniano.
Irã reage às ameaças
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu ao anúncio nesta quinta-feira (20). Segundo ele, a ameaça americana seria uma tentativa de desviar a atenção dos problemas econômicos enfrentados pelos próprios Estados Unidos.
O assessor do líder supremo iraniano, Mohammad Mokhber, também afirmou que Teerã continua disposto ao diálogo, mas rejeitou qualquer negociação que, segundo ele, represente uma rendição. O governo iraniano sustenta que novas sanções e pressões não deverão alterar sua posição.
A declaração de Trump ocorreu um dia depois de o presidente determinar a suspensão dos contatos da equipe americana responsável pelas negociações com o Irã.
Entre os representantes dos Estados Unidos envolvidos nas conversas estão o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Autoridades americanas afirmam que Trump ficou frustrado com a resistência iraniana às exigências apresentadas por Washington. Teerã, por outro lado, nega que esteja mantendo negociações diretas com os Estados Unidos.
Tensão no Estreito de Ormuz
O impasse diplomático ocorre enquanto o Estreito de Ormuz permanece no centro das tensões. Trump afirmou que os Estados Unidos mantêm o controle da passagem marítima e classificou o bloqueio naval americano como eficaz.
Dados da MarineTraffic apontaram que pelo menos seis embarcações atravessaram o estreito nas 24 horas anteriores.
Segundo informações divulgadas pelo site Axios, os Estados Unidos também teriam estabelecido discretamente um corredor marítimo para permitir a circulação de petróleo pela região. A operação estaria em funcionamento há semanas e teria capacidade para retirar até 10 milhões de barris de petróleo por dia do estreito.
A movimentação envolveria a escolta de petroleiros vazios para o Golfo Pérsico, onde seriam carregados antes de retornar pelo estreito. Países aliados dos Estados Unidos também participariam do esquema, fornecendo informações sobre as embarcações.
Antes da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o Estreito de Ormuz concentrava aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos mundialmente, o que faz da região um ponto estratégico para o mercado internacional de energia.
Fonte: Com informações da CNN