Empresário solto após operação da PF nega irregularidades e critica divulgação

Bruno Santos Leal Campos afirma que apresentou esclarecimentos e nega ligação com crimes investigados

O médico e empresário Bruno Santos Leal Campos divulgou uma nota nesta quinta-feira (27) após deixar a prisão por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Ele havia sido preso na terça-feira (25), durante uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de corrupção envolvendo contratos da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi).

Foto: Reprodução
Bruno Santos Leal Campos divulgou nota após deixar a prisão.

Em seu posicionamento, Campos afirmou que estava fora de Teresina quando os agentes federais chegaram à sua residência e que retornou à capital assim que tomou conhecimento da operação. Segundo ele, ao se apresentar às autoridades, prestou os esclarecimentos solicitados e disponibilizou documentos e dispositivos eletrônicos para análise.

O empresário também contestou a divulgação de informações sobre a investigação. Para ele, parte do conteúdo divulgado pela imprensa teria sido apresentada de forma imprecisa ou acompanhada de interpretações que considera inadequadas.

A operação da PF cumpriu mandados em diferentes endereços relacionados à investigação. Segundo Campos, os valores em dinheiro apreendidos pelos agentes não estavam em sua residência nem em suas empresas. Ele afirmou ainda que a Polícia Federal cumpriu 27 mandados durante a ação e que as imagens dos valores encontrados foram divulgadas pela própria corporação.

Empresário nega influência política

Após a operação, imagens de Campos ao lado do governador Rafael Fonteles (PT) também repercutiram. Na nota, o empresário negou ter recebido apoio político ou ter construído sua trajetória profissional com auxílio de autoridades.

Campos afirmou que sua carreira foi construída com recursos próprios e mencionou experiências profissionais em diferentes cidades, incluindo Picos, Francisco Santos, Teresina, São Paulo e Brasília.

Segundo o empresário, sua atuação profissional como médico, empresário e cidadão sempre teria sido orientada por princípios de ética, transparência e dedicação ao trabalho.

Ele também afirmou que não possui vínculo com eventuais irregularidades atribuídas a terceiros e rejeitou qualquer associação entre sua trajetória empresarial e os fatos investigados pela Polícia Federal.

Defesa contesta exposição

Na manifestação, Campos disse considerar que a divulgação de informações ainda sujeitas à apuração pode causar prejuízos à sua imagem e à de pessoas próximas. Ele afirmou que informações consideradas imprecisas teriam atingido não apenas sua reputação, mas também familiares e profissionais ligados à sua trajetória.

O empresário declarou ainda que permaneceu à disposição das autoridades durante o período em que esteve preso e que, até aquele momento, não havia sido apresentada, segundo sua avaliação, prova concreta capaz de sustentar as acusações divulgadas publicamente.

A investigação da Polícia Federal continua. A operação apura suspeitas relacionadas a contratos da Sesapi, e a eventual responsabilidade de pessoas ou empresas envolvidas deverá ser definida a partir do avanço das investigações e das decisões judiciais.

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