Deputado pede que EUA investiguem Wagner Moura após críticas a Trump

Gustavo Gayer chamou o ator de “extremista” e gerou debate sobre liberdade de expressão

O ator Wagner Moura, protagonista do indicado ao Oscar 2026 O agente secreto, voltou a ser alvo de polêmica após comentar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à BBC, Moura, que vive nos Estados Unidos, afirmou que, em comparação ao Brasil, os norte-americanos demonstram “tristeza, quase uma inveja”, pela vitória da democracia no julgamento do STF contra os atos golpistas.

Foto: Reprodução/Divulgação
Wagner Moura em  'O Agente Secreto

As declarações desagradaram apoiadores de Bolsonaro, entre eles o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que neste domingo (14/9) usou as redes sociais para pedir que as autoridades norte-americanas “deem uma olhadinha nesse extremista”. Em sua publicação no X (antigo Twitter), o parlamentar citou diretamente o secretário de Estado Marco Rubio e acusou Moura de atacar Trump, apoiar o ministro Alexandre de Moraes e dizer que os EUA vivem sob ditadura.

O pedido de Gayer levantou intenso debate sobre liberdade de expressão. Críticos lembraram que o ex-presidente Donald Trump também tentou limitar opositores durante sua campanha em 2024, em linha com discursos da extrema-direita no Brasil. Para analistas, a sugestão do deputado se assemelha a um pedido de deportação baseado em discordâncias políticas, algo que contradiz o discurso de defesa da liberdade frequentemente usado por seus aliados.

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